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Chile deve repensar indústria florestal para zerar emissões

Valentina Fuentes e Laura Millan Lombrana
·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- Patricio Barría passa a maioria dos dias nas densas florestas do sul do Chile, percorrendo caminhos estreitos ao longo de lagos de águas cristalinas. De vez em quando, se detém para examinar as árvores, verificando raízes e troncos para se assegurar de que estão crescendo de maneira saudável.

Barría, de 53 anos, é proprietário e administra 110 hectares de matas nativas na região sul de Los Ríos. Comanda um negócio de lenha e também trabalha como consultor para outros proprietários de terras para garantir um equilíbrio sustentável entre o cultivo de novas árvores e o corte de antigas.

“Eu não queria apenas ser vendedor de lenha, queria usar meu conhecimento para garantir que as florestas não sejam degradadas”, disse. “Meus clientes são proprietários de médio porte que podem pagar um consultor privado; o grande problema são os pequenos proprietários, que não têm dinheiro ou tempo para esperar anos até que a floresta cresça novamente.”

O Chile, que conta com uma das maiores indústrias florestais da América do Sul, precisará de mais pessoas como Barría se quiser atingir a meta de zerar até 2050 os gases de efeito estufa que aquecem o planeta. O país aposta nos chamados sumidouros de carbono - florestas como a de Barría que podem absorver mais dióxido de carbono do que emitem - para responder por até metade das reduções de emissões.

“O Chile tem uma situação particular, onde temos 17 milhões de hectares de florestas que capturam e armazenam CO₂”, disse a ministra do Meio Ambiente, Carolina Schmidt. “Alcançar a neutralidade de carbono depende do nosso setor florestal.”

Em abril passado, o Chile se tornou o primeiro país sul-americano a prometer neutralidade climática até meados do século. Além de plantar árvores, também planeja fechar todas as usinas movidas a carvão e aumentar a energia renovável para 70% da matriz energética em relação a pouco mais de 25% no ano passado.

Seu roteiro prevê 200 mil hectares de novas florestas até 2030 - cobrindo terras com o dobro do tamanho de Hong Kong - dos quais pelo menos 70 mil hectares serão espécies nativas da área. O governo estima que as árvores absorverão entre 3 milhões e 3,4 milhões de toneladas de CO₂ equivalente a cada ano, o que representa cerca de 3% das emissões totais do Chile.

Se o Chile implementar todas as políticas planejadas, poderá atingir o pico de emissões até 2023, dois anos antes do esperado, de acordo com a ONG Climate Action Tracker (CAT). Isso tornaria o país líder global no combate à mudança climática. A grande ressalva é sua dependência excessiva das florestas para capturar carbono. Plantar tantas árvores é um desafio logístico caro, e não há garantia de que as árvores serão capazes de absorver tanto CO₂ como o governo assume. Por esse motivo, o CAT classifica o plano do Chile como “insuficiente”.

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©2021 Bloomberg L.P.