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Chile aprova vacina da Pfizer

·2 minuto de leitura
Enfermeira assiste paciente com covid-19 no Hospital Barros Luco, em Santiago, em 24 de junho de 2020

O Chile aprovou nesta quarta-feira (16) a importação da vacina Pfizer-BioNTech contra a Covid-19 e determinou que tenha início a administração da mesma à população maior de 16 anos.

"A partir de hoje, o Ministério da Saúde tem autorização para importá-las", declarou o diretor em exercício do Instituto de Saúde Pública (ISP), Heriberto Garcíansa. A decisão foi tomada por um comitê de 22 especialistas, que "analisou questões relevantes, como, por exemplo, se o Chile estava preparado ou não na logística para receber as vacinas", explicou Garcia. "O Chile tem hoje um sistema adequado para receber as vacinas, tem uma logística muito complexa para poder vacinar a população", acrescentou.

O presidente do Chile, Sebastián Piñera, informou em pronunciamento à nação que a data de início da vacinação não está confirmada e que o ministério irá determinar "oportunamente as datas e os locais de vacinação para os diferentes grupos da população. Neste mês de dezembro, irá pousar no Chile o avião com as primeiras 20 mil doses de vacina, o que nos permitirá começar a imunizar imediatamente todas as pessoas que trabalham em UTIs."

O Reino Unido foi o primeiro país ocidental a dar sinal verde para a vacina da Pfizer, em 2 de dezembro. Na América Latina, México, Panamá e Costa Rica também já a aprovaram.

Em setembro, o Chile assinou acordos para obter milhões de vacinas contra a covid-19, incluindo um com a Pfizer e a BioNTech para ter acesso a 10 milhões de doses. Além disso, ingressou no Covax - iniciativa global liderada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), União Europeia, países da América Latina e fundações como a Bill e Melinda Gates -, o que permitirá ao país acessar mais 8 milhões de doses da vacina de sua escolha, se validada pela OMS.

O Chile também reservou 14,4 milhões de doses do imunizante que está sendo desenvolvido pelo laboratório AstraZeneca em conjunto com a Universidade de Oxford, e fechou um acordo com o laboratório Sinovac, da China, para obter outras 20 milhões de doses.

O governo anunciou que a população mais vulnerável ao vírus, estimada em 5 milhões de chilenos (26% de seus cidadãos), será inoculada primeiro. Este grupo inicial inclui trabalhadores de saúde, maiores de 65 anos, doentes crônicos e pessoas que vivem em centros fechados. 

O Chile registra mais de 576 mil infectados pelo coronavírus e mais de 15.900 mortes desde que o primeiro caso de covid-19 foi confirmado, em 3 de março.

pa-apg/msa/rs/ic/lb