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Chevron tem prejuízo de US$8,3 bi no 2º tri com baixas de ativos e demissões

Por Jennifer Hiller
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Por Jennifer Hiller

HOUSTON (Reuters) - A petroleira Chevron reportou nesta sexta-feira um prejuízo de 8,3 bilhões de dólares no segundo trimestre, impactada pela reavaliação do valor de ativos em função da queda dos preços dos combustíveis, pela saída forçada da Venezuela e por gastos relacionados a milhares de demissões.

Reavaliações de ativos multibilionários se tornaram uma parte importante dos resultados do segundo trimestre no setor de energia, depois de a pandemia de Covid-19 afetar a demanda por combustíveis e gerar um enorme excesso de oferta em todo o mundo.

Mas as baixas também refletem uma percepção cada vez maior de que a desaceleração econômica pode deprimir os preços da energia por vários anos. Rivais da Chevron, como Total, Shell e Eni, promoveram reavaliações de bilhões de dólares em ativos, enquanto a BP registrou um corte de 17,5 bilhões de dólares no período.

A Chevron teve baixas de 5,6 bilhões de dólares em ativos de produção de óleo e gás, incluindo todo o seu investimento na Venezuela, onde vinha sendo a última grande petroleira norte-americana a manter operações. O governo Donald Trump pediu diretamente que a empresa se retirasse do país.

O prejuízo também inclui gastos de 1 bilhão de dólares em seguros para os cerca de 6.700 trabalhadores que deixaram a empresa em meio à reestruturação global dos negócios. A equipe da Chevron possui cerca de 45 mil funcionários.

"Serão anos para que a economia se recupere, e os preços dos nossos produtos estão relacionados à atividade econômica", disse em entrevista o diretor financeiro da Chevron, Pierre Breber, referindo-se à queda de 32,9% no PIB dos EUA no trimestre. Ele acrescentou que a empresa pretende continuar restringindo os gastos em novos projetos.

(Reportagem de Jennifer Hiller, em Houston, e Shariq Khan, em Bangalore)