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Chegando à América do Sul, picape Renault Alaskan sairá de linha na Europa

br.info@motor1.com (Nicolas Tavares)
Renault Alaskan 2019

Vendas ruins e fechamento da fábrica em Barcelona encerram a carreira do modelo no Velho Continente

A Renault Alaskan está em uma situação bem contraditória. Enquanto ela finalmente será produzida na Argentina (e inclusive apareceu com uma carroceria pré-série já montada), a picape média irá sair de linha na Europa, aproveitando que a fábrica da marca francesa em Barcelona será fechada. A informação foi revelada por Clotilde Delbos, CEO interina da marca, durante a apresentação da nova estratégia da empresa.

Como você já deve saber a essa altura, a Renault Alaskan é uma picape derivada da Nissan Frontier, usando a mesma plataforma, carroceria, equipamentos e motores, mudando apenas o design frontal, o logo no volante e a central multimídia. O mesmo foi feito com a Mercedes-Benz Classe X. No entanto, tanto a Alaskan quanto a Classe X não fizeram sucesso na Europa, mesmo quando a Mercedes equipou o seu modelo com um motor V6 de fabricação própria.

Além da falta de clientes, a Alaskan enfrenta uma norma de emissões mais restrita na Europa. Se uma fabricante não cumpre a meta, começa a ser penalizada. Junte isso ao fato de que a França introduziu impostos ainda maiores sobre picapes com cinco lugares e faz sentido que o modelo da Renault deixe de ser oferecido no continente.

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Para piorar, a fábrica da Aliança Renault-Nissan em Barcelona (Espanha), responsável por produzir a Alaskan para o mercado europeu, será fechada. Ela já havia sofrido uma perda quando a Mercedes-Benz encerrou a produção da Classe X no complexo. E então veio o plano de reestruturação da Aliança, definindo que a fábrica espanhola terá sua operação encerrada em dezembro.

Com o fim da Renault Alaskan na Europa, a marca deve investir no modelo para outros mercados que tenham mais tradição no segmento, como países da América Latina e Ásia. Isto pode estar alinhado à decisão da empresa de finalmente fazer a picape média na Argentina a partir do fim do ano. Quem sabe isso não faça com que ela venha ao Brasil em 2021?