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Chefs e donos de restaurantes nos EUA pedem voto em Biden

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Clientes na varanda de um restaurante em Manhattan em 18 de julho de 2020
Clientes na varanda de um restaurante em Manhattan em 18 de julho de 2020

Mais de 150 chefs de cozinha e donos de restaurantes nos Estados Unidos assinaram esta semana uma carta aberta conclamando a população a votar no democrata Joe Biden na eleição presidencial. Eles também acusam o presidente Donald Trump de ter arruinado o setor com sua gestão da pandemia.

"Ao não liderar nosso país nesta crise, Donald Trump provou sua incapacidade de ocupar a presidência. Ele falhou com o setor de restaurantes, nossos funcionários, nossos clientes, e o risco é muito alto para continuar neste caminho", diz a carta. 

Os signatários da carta estimam que o setor perderá um total de 240 bilhões de dólares neste ano. Milhares de restaurantes fecharam suas portas de forma temporária ou permanente.

"Os Estados Unidos precisam de uma nova direção e uma real liderança. Precisamos eleger Joe Biden como o próximo presidente dos Estados Unidos", continua o texto. "Durante toda a crise, o setor de restaurantes implorou apoio do governo", destacam. "Mas todas as vezes o presidente falhou".

"Enquanto restaurantes icônicos e pilares da comunidade passavam os últimos seis meses fornecendo alimentos para comunidades carentes e adaptando nossos negócios aos fechamentos obrigatórios, medidas de distanciamento social e um colapso econômico histórico, o governo Trump estragava a resposta à pandemia", escreveram.

Segundo a revista especializada Eater, a carta foi assinada por mais de 150 chefs e proprietários de restaurantes, incluindo a famosa chef Elizabeth Falkner, o confeiteiro Duff Goldman, a autora nova-iorquina de livros de receitas Anita Lo, e Nina Compton, do restaurante Compère Lapin em New Orleans.

Em muitas cidades americanas, como Nova York e Los Angeles, os restaurantes ainda não podem servir os clientes em ambientes fechados, apenas ao ar livre. Nova York autorizou a reabertura dos espaços internos dos restaurantes a partir de 30 de setembro, mas com apenas 25% da capacidade, como já acontece em Chicago.

Um estudo recente da associação de bares, restaurantes e hoteis de Nova York, a New York City Hospitality Alliance, indicou que cerca de nove a cada dez restaurantes (87%) não conseguem mais pagar o aluguel integralmente.

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