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Chefe do serviço postal testemunha no Congresso dos EUA por polêmica eleitoral

Logan Cyrus
·3 minutos de leitura
(Arquivo) O chefe do Serviço de Correios dos Estados Unidos (USPS), Louis DeJoy, à direita

Chefe do serviço postal testemunha no Congresso dos EUA por polêmica eleitoral

(Arquivo) O chefe do Serviço de Correios dos Estados Unidos (USPS), Louis DeJoy, à direita

O chefe do Serviço de Correios dos Estados Unidos (USPS), Louis DeJoy, rejeitou as acusações de que estaria trabalhando para retardar o voto pelo correio, em conformidade com os planos do presidente Donald Trump.  

Os americanos esperam votar maciçamente por correspondência por causa da pandemia do novo coronavírus. 

No entanto, Trump - que aparece nas pesquisas eleitorais atrás do democrata Joe Bien - foi acusado de minar a democracia depois de se dizer contrário a dar mais recursos ao USPS, que sofre problemas de liquidez, sabendo que esses recursos seriam usados no processo de votação.

Repetidamente, o presidente tem vinculado o voto por correio com uma fraude eleitoral, embora não tenha comprovado a alegação. 

Essas afirmações desencadearam um caos político, e DeJoy foi chamado para depor perante o Congresso, onde rejeitou as acusações de que as mudanças em curso no serviço postal tinham como objetivo desacelerar o voto por correspondência, e as qualificou como sendo "escandalosas". 

"Quero garantir a este comitê e ao povo dos Estados Unidos que o serviço postal é totalmente capaz e está comprometido em entregar a correspondência para as eleições nacionais com segurança e no prazo", ressaltou ele perante o Comitê de Segurança Interna do Senado, nesta sexta-feira (21). 

DeJoy, um doador da campanha eleitoral de Trump, que assumiu o cargo em junho, ordenou nas últimas semanas a remoção das caixas de coleta e equipamentos de processamento, assim como a redução das horas extras para seus trabalhadores. 

Essas mudanças reduziriam os prazos de entrega em todo o país, disse um líder sindical à AFP.

- Plena capacidade -

Ele também reorganizou a alta gerência, e o USPS alertou a maioria dos estados que não poderia garantir a entrega oportuna das cédulas. 

O bancada democrata no Congresso se apoiou essas mudanças e nos comentários de Trump para alegar que a Casa Branca estaria conspirando para destruir a confiança no serviço postal e, consequentemente, ajudar o presidente republicano na corrida presidencial para um segundo mandato. 

"Puro Trump. Ele não quer eleições", comentou o candidato presidencial democrata, Joe Biden.

DeJoy disse aos senadores que a retirada das caixas de coleta foi decidida antes de que ele assumisse o cargo. 

Ele negou que o serviço postal tenha ficado lento, e defendeu as modificações feitas, justificando uma economia de US$ 1 bilhão e uma melhora nos prazos de entrega.

Sob pressão do Congresso e dos manifestantes, DeJoy mudou sua postura na semana passada e disse que as reformas seriam suspensas até depois das eleições de novembro. 

Maioria na Câmara, os democratas argumentam que a promessa é insuficiente, e a presidente da Casa, Nancy Pelosi, convocou uma nova sessão para tratar do assunto. 

DeJoy testemunhará perante um comitê da Câmara dos Deputados na segunda-feira. 

Desde 2016, o chefe do Serviço de Correios americano doou US$ 1,2 milhão para a campanha de Trump e cerca de US$ 1,3 milhão para o Partido Republicano, de acordo com o The New York Times. 

Os Estados Unidos são o epicentro da pandemia de coronavírus em todo o mundo e espera-se que a votação pelo correio atinja números recordes. 

Três quartos da população votariam por correspondência, de acordo com as estimativas.

bur-st/ft/gfe/lda/cc/bn/mvv