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Chefe do FMI pede mais estímulo fiscal para conter dano de coronavírus

Por David Lawder

Por David Lawder

WASHINGTON (Reuters) - A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional, Kristalina Georgieva, pediu nesta segunda-feira aos governos que tomem medidas coordenadas de estímulo fiscal e monetário para impedir que o coronavírus cause danos econômicos a longo prazo.

Em uma mensagem publicada no site do FMI, Georgieva disse que o credor global tem recebido interesse de cerca de 20 países adicionais para o financiamento de programas. Ela não identificou nenhum deles.

O FMI está pronto para mobilizar 1 trilhão de dólares em capacidade de empréstimos para ajudar seus 189 países membros, disse ela.

"À medida que o vírus se espalha, o argumento para um estímulo fiscal global coordenado e sincronizado está se fortalecendo a cada hora", afirmou Georgieva.

A chefe do FMI sugeriu que uma ação fiscal coordenada na escala da crise financeira de 2008-2009 pode ser necessária. Ela disse que somente em 2009, o G20 investiu cerca de 2% de seu PIB em estímulo, ou cerca de 900 bilhões de dólares no valor de hoje, "então há muito mais trabalho a ser feito".

Ela disse que os governos deveriam continuar a priorizar gastos com saúde e fornecer suporte aos mais afetados com políticas como licença-saúde e alívio fiscal.

No fronte da política monetária, ela disse que os bancos centrais "deveriam continuar a sustentar a demanda e ampliar a confiança com afrouxamento das condições financeiras e garantindo o fluxo de crédito à economia real", citando ações emergenciais do Federal Reserve e outros bancos centrais no domingo como exemplo.

Georgieva comemorou a abertura de linhas de swap entre os principais bancos centrais, acrescentando que essas talvez precisem ser estendidas aos países de mercados emergentes no futuro.

Ela afirmou que as ações de política monetária dos bancos centrais precisarão equilibrar o difícil desafio de lidar com as saídas de capital dos mercados emergentes e os choques nos preços das commodities, citando saídas recentes de 42 bilhões de dólares informadas pelo Instituto de Finanças Internacionais na semana passada.

(Reportagem de David Lawder)