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Chefe da Rolls-Royce diz que mortes por Covid foram boas para os negócios

·2 min de leitura
Torsten Mueller-Oetvoes, CEO da Rolls-Royce, disse que a pandemia do COVID-19 tem sido boa para os negócios (REUTERS/Tim Wimborne)
Torsten Mueller-Oetvoes, CEO da Rolls-Royce, disse que a pandemia do COVID-19 tem sido boa para os negócios (REUTERS/Tim Wimborne)
  • Outras montadoras de luxo também floresceram durante a pandemia

  • Rolls-Royce vendeu quase 50% mais carros em 2021 do que no ano anterior

  • Vendas foram fortes na China, no Hemisfério Ocidental, na Europa e no Oriente Médio

A perspectiva, e o medo, de morrer inesperadamente de COVID-19 pode fazer as pessoas pensarem "maravilhosamente" na chance de fazer alguma loucura, como a compra de um carro caro. Isso, é claro, de acordo com o executivo-chefe da Rolls-Royce, Torsten Müller-Otvös, que disse que a montadora de luxo vendeu mais veículos no ano passado do que em qualquer outra temporada (ao longo de seus 117 anos de história). Müller-Otvös disse ao Financial Times que acredita que a Rolls-Royce atingiu seu recorde porque a pandemia fez as pessoas perceberem que “a vida pode ser curta”.

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Vida pode ser curta

“Muitas pessoas testemunharam mortes por COVID em sua comunidade, o que as faz pensar que a vida pode ser curta, e é melhor viver agora do que adiá-la para uma data posterior”, disse. “Isso também ajudou bastante [as vendas da Rolls-Royce]”. De acordo com o FT, a montadora britânica de luxo vendeu 5.586 unidades no ano passado - um aumento de 49% nas vendas totais em relação a 2020.

Para as montadoras que atendem ao consumidor de massa, esse número seria insignificante. Mas a Rolls-Royce atende a uma clientela que pode desembolsar US$ 455.000 por um Phantom, por exemplo. Müller-Otvös disse que outros dados da empresa também apoiam sua teoria. A idade média dos clientes caiu para 43 anos no ano passado.

Vendas pelo mundo

A queda na idade média significa que “para cada pessoa de 60 anos, você precisa de um cliente de 20 anos”, disse o CEO. Müller-Otvös disse que as vendas foram fortes na China, no Hemisfério Ocidental, na Europa e no Oriente Médio. A empresa também teve um bom desempenho na Coréia do Sul e na Rússia, com a Rolls-Royce não sendo impactada pela escassez de chips que prejudicou outros fabricantes de automóveis - outras montadoras de luxo também floresceram durante a pandemia.

"Melhor ano de todos"

A Bentley vendeu um recorde de 14.659 carros e SUVs no ano passado - um aumento de 31% em relação ao ano anterior. A Lamborghini vendeu 2.472 carros nos Estados Unidos no ano passado – um salto de 11% em relação a 2020. “Este ano já é maior do que o melhor ano de todos os tempos”, disse o CEO da Lamborghini, Stephan Winkelmann, em dezembro. É válido lembrar que Bentley e Lamborghini são ambas de propriedade da Volkswagen.