Mercado fechará em 2 h 27 min
  • BOVESPA

    108.344,16
    +1.676,50 (+1,57%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    52.861,22
    -370,98 (-0,70%)
     
  • PETROLEO CRU

    87,26
    +1,83 (+2,14%)
     
  • OURO

    1.839,70
    +27,30 (+1,51%)
     
  • BTC-USD

    41.864,90
    +269,83 (+0,65%)
     
  • CMC Crypto 200

    992,72
    -2,03 (-0,20%)
     
  • S&P500

    4.569,06
    -8,05 (-0,18%)
     
  • DOW JONES

    35.333,96
    -34,51 (-0,10%)
     
  • FTSE

    7.584,20
    +20,65 (+0,27%)
     
  • HANG SENG

    24.127,85
    +15,07 (+0,06%)
     
  • NIKKEI

    27.467,23
    -790,02 (-2,80%)
     
  • NASDAQ

    15.118,00
    -88,00 (-0,58%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,2040
    -0,1031 (-1,63%)
     

Autoridades do BCE alertam contra complacência diante da inflação

·2 min de leitura
Presidente do BC francês, François Villeroy de Galhau

FRANKFURT (Reuters) - O Banco Central Europeu (BCE) pode estar subestimando os riscos inflacionários, disse um grupo diversificado de autoridades nesta sexta-feira, horas depois de a instituição ter ampliado medidas de estímulo existentes antes da pandemia para continuar incentivando as altas dos preços.

A inflação já excedeu as previsões mais pessimistas dos últimos meses, e o BCE na quinta-feira quase dobrou sua projeção para a alta dos custos em 2022, mas continuou a argumentar que as pressões de longo prazo são insuficientes e que o crescimento dos preços pode voltar a ficar abaixo de sua meta de 2%.

Expressando preocupação com essa perspectiva, os presidentes dos bancos centrais de Alemanha, Portugal e Lituânia afirmaram que a inflação corre risco de ultrapassar as projeções do BCE, uma vez que o crescimento dos salários poderia se tornar mais persistente e alimentar elevação nos preços.

"Os riscos para a taxa de inflação estão tendendo para cima, tanto na Alemanha quanto na área do euro como um todo", disse o presidente do Bundesbank, o banco central alemão, Jens Weidmann, crítico frequente da política monetária ultra-acomodatícia do BCE.

"Os formuladores de política monetária não devem ignorar esses riscos. Precisamos estar vigilantes."

Endossando as advertências de Weidmann, o banqueiro central lituano Gediminas Simkus também alertou que a inflação pode acabar ultrapassando a taxa de 1,8% que o BCE está prevendo para 2023 e 2024.

Até o presidente do banco central português, Mário Centeno, que normalmente toma partido das autoridades de posicionamento mais tolerante em relação à alta dos preços, concordou.

"O balanço de riscos para a zona do euro (sobre inflação) é de risco para cima", disse ele a repórteres, alertando sobre possibilidade de efeitos secundários do atual aumento da inflação.

O presidente do banco central francês, por sua vez, observou que o risco de baixa na inflação é limitado e que o crescimento dos preços não deve voltar aos níveis anêmicos experimentados antes da pandemia. O BCE passou quase uma década sem atingir sua meta de inflação.

"Depois da crise, não vamos voltar ao regime pré-Covid de inflação muito baixa", disse Villeroy à rádio francesa BFM Business.

"Há um novo regime de inflação em torno da meta de 2%. De certa forma, parece mais o que tínhamos antes da crise financeira", acrescentou.

(Por Balazs Koranyi em Frankfut, Essi Lehto em Helsinque, Andrius Syrtas em Vilnius, Leigh Thomas em Paris e Sergio Goncalves em Lisboa)

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos