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Chapada dos Veadeiros: área consumida pelas chamas dobra em três dias

·4 minuto de leitura
95295498_PA Brasília BSB 16-09-2021 Parte da mata destruida pelo incendio florestal no Vale da Lua.jpg

BRASÍLIA — Os incêndios que se alastram pela Chapada dos Veadeiros, em Goiás, já atingiram cerca de 36 mil hectares até esta quinta-feira. A área destruída, equivalente a 36 mil campos de futebol, já é duas vezes maior do que a registrada até segunda, de acordo com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMbio). Metade do espaço consumido pelas chamas está no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, santuário ecológico e reduto da biodiversidade do Cerrado em Goiás.

Colunas de fumaça dominam a paisagem e deixam o ar mais pesado. Além das altas temperaturas, que se somam ao calor das chamas, a baixa umidade do ar e os fortes ventos contribuem para que os incêndios se espalhem rapidamente. Nessa esteira, as condições ambientais dificultam o trabalho das equipes de brigadistas e bombeiros:

— Isso gera um desgaste físico extremo nos nossos combatentes tanto que nós estamos adotando uma estratégia fortalecer nosso combate noturno para aproveitar, inclusive, o período em que as chamas estão mais baixas. Agora, tem um detalhe: isso também oferece um risco adicional aos nossos brigadistas — explica o coordenador-geral de proteção do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, Paulo Russo.

Sem uma corporação local de bombeiros na Chapada dos Veadeiros, o trabalho na linha de frente para apagar as chamas cabe, muitas vezes, a brigadistas voluntários. Esse é o caso não só da Brigada Voluntária de São Jorge, mas também da Rede Contra Fogo e da Brigada Voluntária Ambiental de Cavalcante (Brivac), que atuam sem direito a salário e a direitos trabalhistas. Comida, combustível e equipamentos de proteção individual (EPIs) e de combate são custeados pelos grupos e por doações.

De acordo com o chefe da Brigada Voluntária de São Jorge, Alex Gomes, o fogo ameaça casas na região do Vale do São Miguel. Lá, fica o Vale da Lua, ponto turístico bastante procurado onde começou o fogo em 12 de setembro. Além dele, o parque nacional — prioridade no combate, com duas linhas de fogo principais —, as cachoeiras do Segredo e de Simão Correia e a Ponte de Pedras são os pontos onde as chamas mais preocupam.

— Ele (o incêndio) quer atingir casas de amigos, terrenos de áreas preservadas. É um fogo muito forte, não conseguimos controlar. Conseguimos só orientar a melhor maneira para ele seguir, sem pegar nas casas — explica Gomes — É reduzido o número de combatentes e a prioridade é o parque nacional.

Há locais de difícil acesso, onde são necessários helicópteros para levar combatentes. Segundo o GLOBO apurou, pelo menos seis pessoas se feriram durante os trabalhos. Dentro do parque, há duas linhas de fogo principais.

— A situação está difícil, apesar de bons combates. Existiram novos focos em alguns dias. A questão climática está sendo o desafio: o calor é intenso, com muito fogo e vento — descreve o coordenador-executivo da Rede Contra Fogo, Amilton Sá.

Ao todo, cerca de 200 pessoas integram as equipes de combate ao fogo. O trabalho conta com o comando unificado do ICMBio e dos militares do Corpo de Bombeiros do Goiás (CBM-GO) e do Distrito Federal (CBM-DF). Além disso, há o apoio do Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo) do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama).

— Os focos estão avançando, progredindo. O trabalho de combate ao fogo está sendo feito de maneira combinada: os bombeiros militares e os brigadistas estão nessas frentes de incêndio e três aeronaves do ICMBio lançam água (nos incêndios) desde as 6h e continuam durante o dia todo — afirma o capitão Luis Antônio Dias Araújo, do Corpo de Bombeiros de Goiás.

Desde segunda, o fogo atinge o parque nacional. A equipe do GLOBO acompanhou os trabalhos de combate aos incêndios na quarta e na quinta-feira passada, quando 14 mil hectares já haviam sido devastados. Na sexta, as equipes conseguiram extinguir as chamas do Vale da Lua e controlar as da Catarata dos Couros, mas ainda havia incêndios em andamento.

A temporada de queimadas, prevista para iniciar no próximo mês, chegou mais cedo. Ainda não é possível dimensionar os danos para a fauna e a flora da região, que fica em Alto Paraíso de Goiás. As condições climáticas têm prejudicado os trabalhos, mas uma mudança no clima pode dar um alento nos próximos dias:

— A chuva está bem ali. Está ameaçando cair. Se cair, vai acalmar. Tomara que chova o suficiente. Creio que, daqui para amanhã, essa chuva cai e vai resetar. Mas o período crítico dos incêndios vai chegar agora, que é outubro. Vão ser três ou quatro dias de chuva, vai parar e talvez não consiga apagar esses focos — diz o chefe da Brigada Voluntária de São Jorge.

Saiba como doar

Voluntários têm se organizado para angariar doações, em que o dinheiro é revertido para o trabalho dos brigadistas.

ASJOR

CNPJ: 24.855.264/0001-95

Banco do Brasil

Agência: 4546-2

Conta-corrente: 6405-0.

ASSEJOR

Chave PIX: assejor2018@gmail.com

Contato para enviar comprovante: (62) 99602-3172

Armazém São Jorge

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