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Chang'e 6: missão chinesa vai coletar amostras do lado afastado da Lua em 2024

·2 minuto de leitura

No ano passado, a China lançou a missão Chang’e 5 rumo à Lua, especificamente ao monte Mons Rümker, onde poderia coletar amostras geologicamente jovens. Tudo correu bem e a sonda retornou em dezembro, trazendo o material que é o primeiro que recebemos desde a missão soviética Luna 24, realizada em 1976. Agora, o país se prepara para dar mais um passo nos estudos da Lua: a missão Chang’e 6 será enviada em 2024 à bacia do Polo Sul-Aitken, no lado afastado do nosso satélite natural.

Essa missão foi projetada, na verdade, para servir como uma reserva da Chang'e 5, caso fosse necessário. Hu Hao, engenheiro chefe do China Lunar Exploration and Space Engineering Center, havia anunciado em abril que o país planejava usar um orbitador, um lander, veículo de ascensão lunar e cápsula de reentrada nesta missão, com destino à bacia Aitken. Esta é uma cratera de impacto que se estende por cerca de 2.500 km, e é considerada a mais antiga da Lua.

Mapa topográfico do lado afastado da Lua, com detalhe da bacia em tons de azul (Imagem: Reprodução/NASA/GSFC/University of Arizona)
Mapa topográfico do lado afastado da Lua, com detalhe da bacia em tons de azul (Imagem: Reprodução/NASA/GSFC/University of Arizona)

Por isso, estudá-la pode ajudar bastante no entendimento da história da formação do nosso satélite natural e do Sistema Solar. Os oficiais chineses ainda não revelaram informações sobre o local de pouso exato da missão, mas já sabemos que haverá colaboração internacional na empreitada.

A Chang’e 6 irá transportar diversas cargas úteis de parceiros, como da França, que irá colaborar fornecendo um instrumento para estudos do elemento radônio. Já o National Institute of Nuclear Physics (INFN), da Itália, vai oferecer um retrorrefletor a laser, instrumento que vai refletir a luz de volta para a fonte de sua emissão. Assim, os cientistas podem medir o tempo gasto na viagem para calcular a distância percorrida com precisão. Hao comentou também sobre um instrumento sueco para a detecção de íons e falou sobre o envolvimento da Rússia — o país, que já trabalha com a China em outros projetos espaciais, irá produzir um instrumento conjunto com a China para investigar o gelo na Lua.

De certa forma, a Chang’e 6 é mais uma parte da parceria entre China e Rússia, que querem construir, juntas, uma estação de pesquisa lunar, e esta nova missão será um dos primeiros passos para isso. Como o lado afastado da Lua nunca fica voltado para a Terra em função do bloqueio de maré, a Chang'e 6 irá precisar de algum satélite de retransmissão para se comunicar com nosso planeta — talvez seja necessário usar um satélite parecido com o Queqiao, usado na missão Chang'e 4. Trata-se de um satélite de comunicação de retransmissão usado para esta função durante a missão Chang’e 4, que pousou no lado afastado da Lua em 2019.

Fonte: Canaltech

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