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Chance de golpe no Brasil é remota, mas Bolsonaro pode ameaçar com caos, diz Gavekal

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Em menos de três meses, o Brasil vai às urnas e é improvável que ocorra um golpe de Estado no país, mas o presidente Jair Bolsonaro (PL) pode ameaçar implantar o "caos", adverte a consultoria Gavekal em um relatório publicado nesta sexta-feira (8).

"Com um candidato da terceira via viável ainda por emergir, parece que será uma corrida de dois 'cavalos', entre o presidente Jair Bolsonaro, de extrema-direita, e o ex-presidente de esquerda Luiz Inácio Lula da Silva", diz o relatório.

O artigo foi destacado no início da tarde desta sexta-feira pelo Brazil Journal.

No texto, os analistas Tom Miller e Udith Sikand complementam que, se Lula ganhar, muitos brasileiros temem que Bolsonaro se recuse a admitir a derrota.

Os autores prosseguem relatando que, em vez de reconhecer uma virtual vitória de Lula e inspirado por Donald Trump, ex-presidente dos Estados Unidos, Bolsonaro pode orquestrar uma insurreição ao estilo da que ocorreu no Capitólio, com a derrota de Trump nas urnas.

"Observadores do Brasil em Washington até falam de um golpe militar, potencialmente mergulhando a maior economia da América do Sul de volta à ditadura militar após quase 40 anos de governo democrático", segue o texto.

A maioria dos analistas diz acreditar que a eleição é de Lula, embora o dinheiro da Faria Lima ainda não tenha descartado Bolsonaro, dizem os autores. "Se Lula vencer no primeiro turno, Bolsonaro lutará para mobilizar o apoio da oposição."

"Depois de duas semanas no Brasil, acreditamos que um golpe é altamente improvável. Embora haja uma boa chance de Bolsonaro contestar o resultado da eleição, especialmente se não houver um vencedor no primeiro turno, ele não tem apoio de militares de alta patente", segue o artigo.

Os analistas concluem que o mais provável é que o presidente Bolsonaro use o clima de ameaças à democracia para barganhar sua liberdade no ano que vem, caso deixe a Presidência.

"Um cenário mais provável é que Bolsonaro use a ameaça do caos para intermediar um acordo para garantir sua liberdade. Vários membros de sua família foram investigados por corrupção, e ele deseja evitar ter o mesmo destino de Lula, que foi preso por acusações de corrupção em 2018."

Os autores também destacam que o Brasil pode ter boas oportunidades para os investidores, passada a turbulência das eleições.

"A trajetória de crescimento do Brasil vai e vem com os preços das commodities, independentemente de quem está no poder. Em meados dos anos 2000, uma alta nos preços permitiu que Lula seguisse políticas redistributivas que o tornaram 'o político mais popular do mundo'. Quando os preços caíram em 2014, essas políticas expansionistas tiveram de ser desfeitas."

A Gavekal é uma empresa de serviços financeiros que é sediada em Hong Kong. Eles fornecem dois serviços principais: o Gavekal Research (com comentários diários sobre os mercados globais e macroeconomia) e o Gavekal Dragonomics (análise sobre a China, duas vezes por semana).

Tom Miller, um dos autores do texto, é analista sênior para a Ásia, especializado nos mercados da China e da Índia. Já o segundo autor, Udith Sikand, é analista sênior de mercados emergentes.

O mundo parece voltar os olhos para o Brasil, enquanto a eleição de outubro se aproxima. Com o ex-presidente Lula liderando as pesquisas e o governo Bolsonaro tentando reverter sua desaprovação por meio de medidas, como aumento do Auxílio Brasil e redução do preço dos combustíveis, o clima econômico até outubro parece que será contaminado pelas incertezas.

"O governo está dinamitando pilares do regime fiscal", avaliou Mario Felisberto, executivo chefe de investimentos da Santander Asset Management, em entrevista à Folha nesta semana. A gestora do banco espanhol com cerca de R$ 300 bilhões em ativos no mercado local.

O presidente também tem feito ataques cada vez mais constantes às urnas eletrônicas, para tirar credibilidade do processo eleitoral.

Em sua live semanal a última quinta-feira (7), Bolsonaro afirmou que "desconfia" do trabalho do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Ele afirmou que irá convidar os embaixadores de todos os países para participarem, na próxima semana, de uma reunião em que vai falar sobre "como é o sistema eleitoral brasileiro". Também disse que levará "documentos" relativos às eleições de 2014, 2018 e 2020.

Bolsonaro já afirmou algumas vezes que teria vencido as eleições de 2018 no primeiro turno e que o pleito foi fraudado, por isso teve de disputar o segundo turno.

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