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Chafariz da Praça do Largo do Machado será religado este mês, garante prefeitura

Carolina Ribeiro
·3 minuto de leitura

RIO — O chafariz é emblemático e ostenta uma imagem de Nossa Senhora da Imaculada Conceição doada pelo Vaticano. Foi tombado como patrimônio do município há quase uma década, mas não jorra uma gota de água há alguns anos. O cenário da falta de conservação é apenas uma das reclamações dos moradores e comerciantes do entorno do Largo do Machado, que reivindicam melhorias.

Leia mais: Construções emblemáticas da Zona Sul, como Teatro Villa-Lobos, preocupam por abandono

Antes frequentada por muitas famílias, várias delas com idosos e crianças, hoje a praça é usada como dormitório por pessoas em situação de rua ou como rápida passagem de pedestres. Quem mora perto diz que a razão é o aspecto de abandono do espaço público, também ponto de encontro de transporte para turistas que vão visitar o Cristo Redentor.

Depois de anos de vandalismo e furto de peças, a Gerência de Monumentos da prefeitura afirma que já está consertando a parte elétrica do chafariz, trocando peças e limpando-o para que volte a funcionar até o fim deste mês.

Irregularidades afastam moradores

Mas a maior reclamação no local parece ser uma dificuldade geral na cidade: o aumento do número de pessoas em situação de rua. Moradores afirmam que eles dormem nos bancos do passeio público, nos parquinhos e até no chafariz. A aposentada Maria de Lourdes Magaldi diz que nunca viu a praça tão deteriorada.

— Antes eles tomavam banho e lavavam roupa na água do chafariz. Agora, dormem lá dentro — conta. — Até colchões estão espalhados. Eles precisam de ajuda, de um abrigo, não podem ficar abandonados desta forma.

Outra reclamação é quanto ao número excessivo de ambulantes irregulares que montam brechós e feiras de antiguidades espalhando os objetos que comercializam pelo chão, misturando-se às barracas autorizadas pela prefeitura.

— São muitos ambulantes espalhados, e o calçamento está todo danificado. Andamos caindo nos buracos, por causa das pedras portuguesas soltas— diz a assistente administrativa Maria Elisabeth Maia Menezes.

Uma comerciante e moradora do bairro, que pediu para não ser identificada, afirma que este cenário de abandono afugenta clientes. Ela aponta que problemas como ambulantes irregulares e lixo deixado por consumidores de quentinhas são antigos e foram intensificados graças à falta de fiscalização.

— Tenho a loja há mais de 20 anos, mas este não é mais o Largo do Machado que conhecíamos. As famílias não o visitam mais, porque até no parquinho há pessoas dormindo — conta.

A Secretaria municipal de Conservação diz que estão em andamento no local obras para melhoria da acessibilidade. Já a Comlurb afirma que uma equipe realiza reparos nos brinquedos. Sobre a limpeza, garante que a varrição é feita diariamente e que uma vez por semana há uma lavagem hidráulica com água de reúso.

A prefeitura diz ainda que guardas municipais atuam para coibir desordens e pequenos delitos, além da ocupação irregular de calçadas por ambulantes sem autorização. E a Secretaria de Assistência Social afirma ter feito 690 abordagens no Largo do Machado entre janeiro e novembro do ano passado, quando pelo menos 300 pessoas aceitaram algum tipo de auxílio.

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