Mercado fechado
  • BOVESPA

    101.322,96
    -592,49 (-0,58%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    50.124,15
    +425,43 (+0,86%)
     
  • PETROLEO CRU

    65,37
    -0,81 (-1,22%)
     
  • OURO

    1.781,60
    +5,10 (+0,29%)
     
  • BTC-USD

    57.028,94
    -491,41 (-0,85%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.454,90
    -14,19 (-0,97%)
     
  • S&P500

    4.537,79
    -29,21 (-0,64%)
     
  • DOW JONES

    34.185,43
    -298,29 (-0,87%)
     
  • FTSE

    7.168,68
    +109,23 (+1,55%)
     
  • HANG SENG

    23.658,92
    +183,66 (+0,78%)
     
  • NIKKEI

    27.935,62
    +113,86 (+0,41%)
     
  • NASDAQ

    16.029,75
    -120,75 (-0,75%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,4153
    +0,0453 (+0,71%)
     

Chacina em RO: Barulho de gerador elétrico ligado impediu que vítimas percebessem chegada de atiradores

·2 min de leitura

RIO — O barulho de um gerador elétrico que estava ligado na Fazenda Vilhena, no Cone Sul de Rondônia, a 708 quilômetros de Porto Velho, onde ocorreu uma chacina com cinco vítimas, no último dia 13, impediu que as pessoas que estavam no local percebessem a chegada dos assassinos — segundo a polícia, sete. A informação é do delegado Fábio Campos, que investiga o crime. Segundo ele, a principal linha de investigação é de que o massacre tenha ocorrido por vingança e esteja relacionado a um conflito agrário que já provocou outras mortes na região

— Os assassinos chegaram à noite. Estavam encapuzados. As vítimas, por causa do gerador elétrico, não ouviram os executores. Um deles teria dito que (o crime) seria uma vingança — disse Campos.

De acordo com ele, outras chacinas já foram registradas na região, por causa da disputa por terras. Uma delas completou seis anos neste domingo: cinco pessoas foram mortas por assassinos que estavam inconformados com uma reintegração de posse na fazenda — entre elas um adolescente de 17 anos queimado vivo.

— Há um histórico de conflito de terra. Eles (os assassinos) estavam muito bem armados. Os tiros que atingiram o dono (da fazenda, Heladio Cândido Zenn, de 73 anos, conhecido como Nego Zen) eram de calibre 12. E foram disparados muitos, mas muitos tiros mesmo — contou o delegado.

As vítimas, além de Heladio, foram a mulher dele, Sônia Biavatti, de 55 anos, e três funcionários do casal — Oederson Santana, de 34; Jhonatan Rocha Borges dos Reis, de 21; e Amagildo Severo, de 53. O delegado afirmou que Heladio comprou as terras sabendo sobre os conflitos no local. O fazendeiro já havia sido ameaçado antes e também já havia sido apontado como autor de ameaças por parte de integrantes de um movimento sem-terra da região, aponta a investigação.

— Houve conflitos com ele. Tem denúncias contra ele — disse Campos.

De acordo com o delegado, a área onde as mortes aconteceram é muito isolada, o que dificulta a investigação. Além disso, a propriedade não tinha sistema de segurança, como circuito de câmeras:

— Nem cachorro havia. Isso é inexplicável. A pessoa vinha sendo ameaçada e estava vulnerável.

As armas que havia na fazenda estavam num cofre e foram levadas pelos criminosos, que roubaram também uma caminhonete Hilux de Heladio.

A polícia agora aguarda o resultado dos exames em impressões digitais coletadas no local onde ocorreram as mortes. Exames realizados no Instituto Médico-Legal (IML) descartaram que os assassinos tenham arrancado o coração de Heládio. O fazendeiro levou tiros e tinha, também, marcas de cortes no corpo.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos