CFOs brasileiros preveem crescimento no salário e nas contratações para 2013

SÃO PAULO - Os CFOs (Chief Financial Officer) brasileiros se apresentaram otimistas sobre as perspectivas econômicas para 2013, com crescimento de 3,3% nas contratações e 7% no salário. As receitas, investimentos e os lucros foram considerados os maiores indicadores para o crescimento neste ano.

As informações fazem parte da pesquisa trimestral Panorama Global dos Negócios (CFO Survey – Global Business Outlook), conduzida pela Duke University, Fundação Getulio Vargas e CFO Magazine com o apoio da BMFBovespa e do IBEF (Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças). Foram entrevistados mais de 896 diretores financeiros de todo mundo, sendo 59 brasileiros.

De acordo com 14% dos CFOs, as receitas em 2013 deverão manter a expansão. O perspectiva é muito maior que a estimativa para a inflação, que gira em torno de 7%. Crescimento similar também é esperado em outros países da América Latina. Os investimentos das empresas também devem crescer em aproximadamente 7,2% ao longo de 2013.

Contratações
As contratações de empregados devem ter leve alta de 3,3% neste ano, com salários que acompanharão a inflação e deve registrar 7% de alta. Por outro lado, a tendência é de queda no crescimento dos gastos com publicidade e pesquisa e desenvolvimento.

"Os nossos números indicam que o Brasil vai continuar a crescer em 2013 ainda que a uma taxa menor. Alguns países latino-americanos tiverem um pequeno crescimento em 2012. Contudo, a expansão econômica deve retornar à região na maioria dos países", disse o professor de finanças da Fundação Getulio Vargas (FGV) no Brasil e co-diretor da pesquisa Panorama Geral dos Negócios no Brasil, Gledson de Carvalho.

Mais de 60% dos CFOs brasileiros dizem que um crescimento mais lento no restante da América Latina prejudicaria suas empresas e aproximadamente 75% das empresas em países de língua espanhola da América Latina dizem que um crescimento mais lento do Brasil iria prejudicar suas empresas em 2013.

Principais preocupações
A maior dificuldade relatada por 68% dos executivos brasileiros é manter os atuais níveis de margens de lucro. Quase dois terços deles apontaram a dificuldade de atrair e reter funcionários qualificados para a empresa.

"Tem ocorrido um descompasso entre as necessidades de trabalhadores das empresas e as habilidades dos funcionários", disse o professor de economia da FGV e co-diretor da pesquisa Global Business Outlook, Klenio Barbosa.

Barbosa afirma que as empresas brasileiras também se mostraram bem dispostas a treinar seus trabalhadores. "Apesar de 76% das empresas terem reduzido o investimento na formação de trabalhadores ao longo dos últimos anos, 100% dessas empresas planejam aumentar os gastos em treinamento para patamares acima dos recentes níveis históricos”.

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