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Cesta básica chega a R$ 1.260 em SP, acima do salário mínimo

Aumento da cesta básica foi de 1,24% em relação a junho
Aumento da cesta básica foi de 1,24% em relação a junho

(Getty Images)

  • Cesta básica em SP chegou a R$ 1.260 em julho;

  • Valor está acima do salário mínimo, atualmente de R$ 1.212;

  • Apesar do barateamento da carne, leite ficou quase 25% mais caro.

O preço da cesta básica chegou a R$ 1.260 na capital paulista em julho, segundo o Procon de São Paulo. O aumento foi de 1,24%, em relação a junho, e de quase R$ 200, em comparação ao mesmo período de 2021.

Ainda que a carne de primeira tenha ficado mais barata, outros itens sofreram altas significativas, como é o caso do leite. Apontado como o vilão da inflação, o produto ficou quase 25% mais caro. Com isso, o preço dos derivados também sobe: O queijo muçarela aumentou 15% e o leite em pó cerca de 11%.

Com o litro chegando a R$ 6,79, o leite ficou cerca de 14,1% (ou R$ 0,84) mais caro que a gasolina, cujo preço médio em julho foi de R$ 5,95, segundo a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). A situação reverte o quadro anterior, no qual o alimento custava menos do que o combustível.

Vale destacar que a queda no preço da gasolina beneficia especialmente a classe média, enquanto os mais pobres são grandemente impactados com os preços dos alimentos. Os ricos, por outro lado, sentem mais no bolso o preço dos transportes, incluindo passagens aéreas.

O levantamento do Procon de SP foi feito em parceria com Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Mais cara que o salário mínimo

Com o preço mais alto da cesta básica de julho, o consumidor paulista que recebe um salário mínimo precisaria investir 100% da remuneração mais um adicional de R$ 48 para conseguir comprar o conjunto de alimentos. Isso porque o piso atual é de R$ 1.212.

Para 2023, o salário mínimo previsto é de R$ 1.294, um aumento de R$ 82. O valor foi confirmado na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que serve de base para a formulação do orçamento do próximo ano. Entretanto, o Ministério da Economia destacou, em nota, que esta é “apenas uma estimativa”, já que “o aumento efetivo dependerá de uma lei específica para tratar da questão”.