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CES 2020 | Intel revela os primeiros detalhes sobre a GPU da empresa

Rafael Rodrigues da Silva

Durante a CES deste ano, a Intel anunciou que finalmente estava entrando no mercado gamer com a DG1, a primeira placa de vídeo para jogos da empresa. Apesar de se negar a revelar especificações de hardware sobre o que esperar da placa, algumas pessoas que estiveram na CES conseguiram algumas informações a mais sobre ela, e que ajudam a entender o que podemos esperar da empresa nesta nova empreitada.

A primeira delas é que a placa que foi divulgada durante a CES não é exatamente igual a que será lançada no mercado. O modelo mostrado na feira é uma edição especial, que será enviada para que desenvolvedores de software possam testar seus programas e garantir que eles irão funcionar corretamente nela (como, por exemplo, o Adobe Photoshop, que exige um pouco mais da placa de vídeo dos computadores). Logo, a versão que chegará ao mercado será um pouco diferente desta.

De acordo com o explicado pela empresa, a placa fará parte da nova empreitada da empresa com a tecnologia “Xe”, uma nova arquitetura desenvolvida pela Intel especialmente para aplicações gráficas. Esta arquitetura própria será subdividida em três microarquiteturas: Xe LP, Xe HP e Xe HPC. Essa divisão funciona basicamente para indicar as diferenças dos níveis de performance e temperatura de operação de cada um e fucionam, mais ou menos, como se fossem uma versão “laptop”, uma “desktop” e uma “servidor”.

Diferenças existente nos três tipos de arquitetura Xe (Imagem: divulgação/Intel)

Considerando isso, a DG1 fará parte da divisão mais básica das placas Xe, sendo uma placa que irá operar com uma média de 20W, podendo chegar a picos de 40W ou 50W - o que é algo bem baixo para um padrão de placa de vídeo. Como comparação, o drive de vídeo embutido nos processadores da linha Tiger Lake (que a Intel lançará este ano) terão uma potência operacional de 15W Então, apesar de ser uma placa separada, ela não deverá ser tão mais potente quanto as do próprio processador da empresa.

Foi confirmado também que todos os chips que usam a tecnologia Xe serão compatíveis com ajuste dinâmico, que permite que as fabricantes de computadores possam criar laptops e tablets que permitem automaticamente uma aceleração gráfica maior, caso a CPU não esteja sendo tão exigida, ou um processamento de CPU maior se a GPU não estiver rodando à toda - um processo semelhante ao SmartShift dos chips Ryzen e Radeon da AMD.

Outro ponto interessante é que a demonstração que a empresa fez usando o jogo Destiny 2 não foi usando a placa apresentada no palco, mas rodando em um laptop com um chip gráfico DG1 embutido. No entanto, a Intel se recusou a explicar sobre as vantagens que podem existir com um chip DG1 rodando em auxílio ao driver Xe interno do processador. Independente disso, o perfil Linus Tech Tip conseguiu descobrir que o jogo mostrado estava rodando numa resolução de 1080p travado a 60 fps, o que pode ser considerado o mínimo para uma placa de vídeo do tipo.


A Intel ainda afirma que, no período de um ano desde o seu último lançamento, conseguiu com que a arquitetura Xe melhorasse em quatro vezes a capacidade gráfica de seus equipamentos, mas esta informação deve ser recebida com um pé atrás. Isto porque, em 2019, quando no lançamento dos processadores Ice Lake, a empresa havia afirmado que tinha conseguido dobrar a performance gráfica dos chips em relação ao modelo anterior, mas isso era verdade apenas quando comparado com os laptops mais básicos, enquanto os modelos mais “parrudos” tinham performance gráfica comparável ou até melhor do que os recém lançados Ice Lake.

Além da placa DG1 mostrada durante a apresentação da empresa na CES, o site Wccftech afirma que a companhia também já possui três modelos de placas DG2 prontas para serem lançadas no mercado. Nos últimos meses, a Intel vem trabalhando forte para mostrar ao público gamer que ela leva a sério também este nicho de mercado. Mas, infelizmente, a empresa continua se recusando em divulgar uma janela de lançamento para elas. Isso deve acontecer em um evento próprio nos próximos meses.

Fonte: Canaltech

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