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CES 2020 | Intel entra para o mercado de GPUs com placa DG1 para gamers

Rafael Arbulu

Depois de sua dominância no setor de processadores, a americana Intel decide entrar no setor de placas de vídeo (GPUs) com um modelo apelidado apenas de “DG1”, que a empresa apresentou durante a Consumer Electronics Show (CES) 2020, mais cedo no dia de hoje, 7 de janeiro.

A DG1 é uma placa de vídeo baseada na arquitetura de desenvolvimento Xe, a mesma pela qual será baseada a família de processadores Tiger Lake, que a Intel também demonstrou no evento e que deve chegar em algum momento de 2020. Ambos os produtos foram criados para agir de forma integrada em máquinas futuras.

De acordo com a Intel, que demonstrou a DG1 em uma máquina rodando o jogo Destiny 2, a GPU deverá entregar “o dobro de desempenho gráfico” comparada aos chips de geração anterior. Detalhes numéricos não foram oferecidos, mas especialistas do setor especulam que a DG1 será o que se convém chamar de “versão discreta” da placa de vídeo integrada ao processador, bastante similar ao que vemos em alguns modelos de entrada atualmente.

Nova GPU mostrada pela Intel durante a CES 2020 deve trabalhar de forma integrada com a família Tiger Lake de processadores da empresa (Imagem: Divulgação/Intel)

A principal diferença, aqui, é a de que o usuário terá alguma forma de controle específico para a DG1, passando a impressão de que ela se trata de uma peça à parte, ainda que integrada ao processador da linha Tiger Lake.

A Intel, inclusive, vem trabalhando para mudar esse conceito de falta de controle do usuário em placas de vídeo on board: em 2017, a empresa “roubou” da AMD o arquiteto gráfico Raja Koudri, para que este liderasse uma nova divisão da Intel, especificamente dedicada ao desenvolvimento de hardware visual. No ano seguinte, Intel e AMD juntaram esforços para criar uma versão híbrida do processador Core i5 com uma GPU integrada da AMD.

No que tange a datas, a Intel manteve o silêncio, ressaltando apenas que ambos os produtos devem chegar ainda em 2020, dependendo da aceitação das OEMs em empregá-los em suas máquinas.

Fonte: Canaltech

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