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CES 2020 | Apple volta ao evento após 28 anos para falar sobre privacidade

Felipe Ribeiro

A Apple voltou para a CES. Mas, calma, não foi para mostrar novos produtos e, tampouco, exibir ideias como fez lá atrás, em 1992. Sua primeira aparição formal no evento após 28 anos se deu na figura de Jane Horvath, diretora sênior de privacidade, em uma mesa redonda sobre o assunto. Essa discussão foi mediada por Rajeev Chand, chefe de pesquisa da Wing Venture Capital.

Ao lado de Horvath, executivos de outras empresas e entidades importantes participaram das conversas, como Erin Egan, vice-presidente de política pública e diretora políticas de privacidade do Facebook, Susan Shook, diretora global de privacidade da The Procter & Gamble Company, e Rebecca Slaughter, comissária da Comissão Federal de Comércio dos EUA.

O foco de Horvath durante a discussão foi promover os rigorosos padrões de privacidade da Apple e as etapas necessárias para proteger o usuário. O objetivo da Maçã, disse ela, é "colocar os consumidores no banco do motorista" para garantir que eles tenham controle total sobre seus dados.

Horvath, ao centro: "é preciso colocar o usuário no banco do motorista"/ Imagem: 9to5Mac

"Para cada novo produto, mesmo nas iminentes fases iniciais do projeto, temos um engenheiro de privacidade e um advogado de privacidade designado para trabalhar com a equipe", explicou Horvath. Ela também creditou a liderança da Apple pelo compromisso com a privacidade ao CEO da companhia. "Tim [Cook] está incrivelmente comprometido com a privacidade e flui pela empresa", disse.

Os executivos de privacidade nesta mesa redonda enfrentaram alguma reação da comissária Slaughter, que disse estar "preocupada com um universo em que toda a carga para proteger os dados de alguém está dentro dos consumidores". Horvath, no entanto, foi rápida em descrever algumas das práticas da Apple que ajudam a proteger o consumidor, como privacidade diferencial, processamento no dispositivo e identificadores aleatórios para a Siri e o Maps.

Horvath também abordou a prática de minimização de dados da Apple dando um exemplo específico relacionado à Siri; quando você pergunta sobre o tempo à Siri, a Apple usa apenas os dados no nível da cidade para evitar a coleta de informações de localização mais específicas. Mas se você pedir à Siri para encontrar supermercados perto de você, a Siri entrará em latitude e longitude para garantir que ele dê recomendações próximas.

A Apple obviamente tem um modelo de negócios muito diferente do Facebook, e isso é algo que Egan (do Facebook) reconheceu. Para ela, no entanto, o compromisso com a privacidade é o mesmo: "Temos um modelo de negócios diferente do da Apple, mas estamos muito comprometidos com a proteção da privacidade. Oferecemos um serviço diferente, mas isso não significa que um esteja mais comprometido com a privacidade do que o outro", declarou.

Apesar do fato de Tim Cook ter criticado publicamente o Facebook por seus padrões de privacidade sem brilho, Horvath deixou claro que não tinha intenção de repetir suas declarações. "Não quero opinar sobre o que meus concorrentes estão fazendo", disse ela.

A CES deve publicar um vídeo com o papo todo em breve.


Fonte: Canaltech

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