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Cerca de 80 rebeldes pró-turcos morrem em ataques na Síria atribuídos à Rússia

Layal ABOU RAHAL con Omar HAJ KADOUR en Binnish
·3 minuto de leitura
Uma foto de 7 de setembro de 2018 mostra um caça russo Sukhoi Su-34 sobrevoando o noroesta da Síria
Uma foto de 7 de setembro de 2018 mostra um caça russo Sukhoi Su-34 sobrevoando o noroesta da Síria

Cerca de 80 rebeldes sírios pró-turcos foram mortos nesta segunda-feira (26) em ataques atribuídos à Rússia em seu campo de treinamento em Idlib, no noroeste da Síria, na escalada mais mortal nesta região em oito meses. 

Na complicada guerra na Síria, a Rússia está ajudando militarmente o regime de Bashar al-Assad e a Turquia está apoiando grupos rebeldes na província de Idlib, o último grande reduto jihadista e rebelde no noroeste do país. 

As duas potências estrangeiras negociaram várias vezes tréguas frágeis nesta área. Desde março, um cessar-fogo está em vigor, apesar dos confrontos esporádicos nesta região perto da fronteira com a Turquia. 

Os ataques aéreos, atribuídos a Moscou por um oficial rebelde e pelo Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), atingiram um campo de treinamento em Faylaq al Sham, na região de Jabal al Duayli, no norte da província.

De acordo com um último balanço deste ONG, "78 combatentes" morreram nos bombardeios e cerca de 90 ficaram feridos. Mas pode piorar, já que alguns dos feridos estão "em estado crítico", disse o diretor do OSDH, Rami Abdel Rahman.e

- "O mais elevado" -

"Este balanço é o mais elevado desde que a trégua entrou em vigor" em Idlib, disse Abdel Rahman. Dezenas de combatentes estavam em campo no momento dos ataques. 

Seif al Raad, porta-voz da Frente de Libertação Nacional, uma coalizão de grupos rebeldes afiliados à Turquia, da qual Faylaq al Sham faz parte, confirmou à AFP bombardeios russos que causaram "mortes e feridos".

O porta-voz denunciou "violações" da trégua pela aviação de Moscou e pelas forças do regime com "posições militares, cidades e vilarejos alvejados". 

Cerca de metade da região está sob o controle dos jihadistas de Hayat Tahrir al-Sham (HTS), um ex-braço sírio da Al Qaeda também presente em áreas de territórios adjacentes nas províncias vizinhas de Latakia, Hama e Aleppo. 

A trégua adotada em março interrompeu uma enésima ofensiva do regime, que em poucos meses conseguiu arranhar mais territórios que estavam fora de seu controle.

A ofensiva, marcada por bombardeios quase diários de aeronaves sírias e russas, ceifou a vida de pelo menos 500 civis, segundo o OSDH. 

Ela também deslocou cerca de um milhão de habitantes, desde então assentadas em campos informais na fronteira com a Turquia. Cerca de 235 mil pessoas optaram por voltar aproveitando a trégua, segundo a ONU.

- Negociações estagnadas -

A ofensiva de Idlib era a principal frente da guerra na Síria, pois o regime conseguiu retomar o controle de mais de 70% do território, com a ajuda militar da Rússia, Irã e do Hezbollah libanês. 

Desencadeada em 2011 pela repressão às manifestações pró-democracia, a guerra na Síria se complicou ao longo dos anos com o envolvimento de potências estrangeiras e grupos jihadistas. 

O conflito causou mais de 380.000 mortes e vários milhões de deslocados.

As negociações de paz entre o regime e a oposição, patrocinadas pela ONU, estão atualmente paralisadas.

O enviado especial da ONU, Geir Pedersen, se encontrou com o chefe da diplomacia da Síria, Walid Muallem, em Damasco, no domingo. 

Pedersen disse que espera "encontrar um terreno para um entendimento sobre como fazer o processo político avançar". 

O responsável tem encadeado, sem sucesso até agora, os encontros com o regime sírio e com figuras da oposição, bem como com funcionários em Moscou e Ancara.

lar/tgg/bek/tp/bc/zm/cc