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Cepa B.1.1.7 se torna predominante nos EUA e está infectando os mais jovens

Natalie Rosa
·3 minuto de leitura

Uma pesquisa revelou, recentemente, que pessoas mais jovens, com menos de 40 anos, já eram a maioria dos internados após complicações da COVID-19 nas UTIs do Brasil. Nos Estados Unidos, a situação não é muito diferente. A cepa B.1.1.7 do coronavírus, ainda mais contagiosa, vem atingindo as pessoas mais jovens no país, provocando reações ainda mais graves.

Profissionais de saúde já vêm relatando que os atendimentos de emergência de casos de COVID-19 estão aumentando, e que a maioria dos pacientes são jovens adultos ainda não vacinados. Casos de jovens infectados pela cepa B.1.1.7 foram registrados em todos os 50 estados do país, em um cenário no qual mais de 78% dos norte-americanos com mais de 65 anos já receberam, pelo menos, a primeira dose de um imunizante. Além disso, mais de 60% já estão totalmente vacinados, segundo informações do CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças).

<em>Imagem: Reprodução/ktsimage/Envato</em>
Imagem: Reprodução/ktsimage/Envato

No estado de Nova Jersey, por exemplo, foi registrado um aumento de 31% nas hospitalizações pela COVID-19 de adultos com idades entre 20 a 29 anos. Enquanto isso, a faixa etária de 40 e 49 anos também apresentou um aumento nas internações pela doença, chegando a 48%. O crescimento vem sendo notado nos últimos dois meses, segundo a médica Megan Ranney, do Brown-Lifespan Center for Digital Health, instituição que desenvolve estratégias para desafios de saúde.

"Olhando para as semanas de 26 de dezembro ou 2 de janeiro, as hospitalizações de pessoas de mais de 65 anos somavam em torno de 3.000, e todos os outros grupos juntos somavam 3.000. Ou seja, mais de 50% dos internados tinham mais de 65 anos", diz a médica. Então, ela compara com os dados de 27 de março. "Cerca de um terço era do grupo entre 18 e 49 anos, outro terço entre 50 a 64 anos, e o terço final era do grupo com mais de 65", conclui.

Ranney revela ainda que, nestes casos, considera jovens as pessoas com menos de 50 anos, mas que muitas internações pela nova variante estão sendo registradas em grupos de 20 e 30 anos. Além de a causa envolver os critérios de vacinação, que acaba deixando os mais novos por último, os novos casos também podem estar acontecendo devido a uma condição chamada de tempestade de citocinas.

<em>Imagem: Reprodução/AnnaStills/Envato</em>
Imagem: Reprodução/AnnaStills/Envato

Isso acontece, basicamente, quando o sistema imunológico de uma pessoa afetada pela COVID-19 reage de forma exagerada, provocando o agravamento dos sintomas e inflamação severa. Sendo assim, os mais jovens acabam sendo vítimas de seus próprios sistemas imunológicos, que são mais fortes que os dos mais idosos. Também não é excluído o fato de que os mais novos são aqueles que mais acabam saindo de casa sem necessidade, ajudando na propagação do vírus. Crianças também estão sendo afetadas pela cepa, mas o agravamento é mais raro.

Por que a cepa B.1.1.7 é mais contagiosa?

Não é anormal que os vírus passem por mutações, e muitas delas são indiferentes. No entanto, quando essa alteração se torna significativa, ela pode trazer danos ainda mais graves à saúde. No caso da variante B.1.1.7, a proteína spike do coronavírus, aquela que se prende às células do nosso corpo, se torna mais "aderente".

Sendo assim, quanto mais fácil for para o coronavírus se prender às células humanas e começar a se multiplicar, maiores são as chances de propagar o vírus, já que a carga viral se torna ainda mais alta e perigosa.

Fonte: Canaltech

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