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CEOs de mineradoras do ouro alertam para rigor de critérios ESG

Steven Frank, Yvonne Yue Li e Felix Njini
·2 minutos de leitura

(Bloomberg) -- A forte valorização do ouro traz ganhos bem-vindos ao setor de mineração, mas também atrai uma base mais ampla de investidores que exigem maior atenção aos tópicos ambientais, sociais e de governança, conhecidos pela sigla ESG.

O interesse nessas questões tem dominado as conversas com partes interessadas no último ano, disseram diretores-presidentes de mineradoras antes do Gold Forum Americas, conferência organizada pela Denver Gold Group, um evento anual importante no mundo dos metais preciosos. Essas conversas coincidem com bilhões de dólares colocados em ofertas de ações de mineradoras de ouro, antes evitadas.

Generalistas olham para o ouro por causa dos preços altos e do “forte argumento de que o preço do ouro pode subir”, de acordo com Sean Boyd, CEO da Agnico Eagle Mines, uma das 10 maiores produtoras de ouro. E esses investidores tendem a julgar empresas de mineração pelas lentes ESG.

“Eles não querem correr muitos riscos, e uma grande parte da avaliação de risco é pelo lado ESG”, disse Boyd em entrevista por telefone.

A conferência organizada pela Denver, que começou domingo e está sendo realizada virtualmente, também deve gerar discussões sobre responsabilidade fiscal, dado o aumento de quase 30% do ouro neste ano, e quanto fluxo de caixa livre deve ir para acionistas. Mas o ESG é a única questão que pode irritar investidores e mineradoras ainda mais do que dinheiro.

“Muitas vezes é a primeira e, às vezes, a única discussão quando nos encontramos com investidores na Europa”, disse Tom Palmer, CEO da Newmont, maior mineradora de ouro do mundo, em entrevista por telefone. No Fórum Econômico Mundial em Davos em janeiro, muitas vezes “o único tópico de discussão era sobre a intensidade do carbono e o trabalho que está sendo feito para reduzir as emissões de gases de efeito estufa”.

Como toda indústria extrativa, a mineração por natureza agride o meio ambiente. As empresas também entram em conflito com comunidades locais ou despertam a ira dos acionistas sobre questões de governança corporativa.

Ao contrário de mineradoras de cobre ou metais de baterias, por exemplo, produtoras de ouro podem enfrentar mais ceticismo de investidores com mentalidade ESG. Isso porque o ouro, que é usado principalmente para produzir joias e atua como reserva de valor em barras e moedas, tem menos utilidade no avanço de uma economia verde.

“Ouro é uma coisa estranha porque a maior parte dele fica em cofres ao redor do mundo acumulando poeira”, disse o diretor-presidente da B2Gold, Clive Johnson, por telefone.

No entanto, mineradoras de ouro podem alcançar os mais altos padrões ESG, disse Johnson, e o sucesso de uma empresa deve ser “definido por suas relações com a comunidade, segurança em minas, coisas que você faz por seus funcionários”.

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