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CEO pede que Chile não foque em mineração para combate à pobreza

James Attwood
·2 minuto de leitura

(Bloomberg) -- A produtora de cobre controlada pela família mais rica do Chile diz que uma ampla reforma tributária seria necessária para reduzir as desigualdades no país, e que autoridades não devem mirar apenas o setor de mineração.

Uma proposta de royalties de 3% sobre as vendas de cobre a ser enviada ao Senado do Chile pressionaria minas de custo mais alto quando os preços do metal inevitavelmente caíssem, disse Iván Arriagada, CEO da Antofagasta, que é controlada pela família Luksic. Os atuais royalties variáveis sobre o lucro devem ser permitidos no ambiente de altos preços de hoje, em vez de introduzir um novo sistema, disse.

Enquanto o maior país produtor de cobre se prepara para redigir uma nova Constituição após a maior onda de agitação social em décadas, parlamentares da oposição buscam uma parte maior dos ganhos para financiar programas sociais e ambientais. Embora Arriagada entenda a necessidade de aumentar as receitas do governo, ele disse que um imposto sobre as vendas de cobre pode inibir o desenvolvimento do setor.

“Levar em consideração a competitividade do setor em nível global é muito importante”, disse em entrevista. “Uma perspectiva de longo prazo para políticas públicas é absolutamente crucial.”

Seus comentários foram ecoados por participantes da conferência de cobre da CRU na segunda-feira. O ministro de Minas e Energia do Chile, Juan Carlos Jobet, disse que o projeto de lei para a reforma tributária é inconstitucional por ter sido apresentado pela oposição.

Arriagada espera que o processo constitucional - embora desafiador e não isento de riscos - venha a trazer maior coesão e estabilidade social, condizente com o setor. A mineração tem um papel fundamental a desempenhar, ajudando a expandir os serviços sociais e os bens públicos, não apenas por meio de impostos, mas também de empregos bem pagos e de apoio aos fornecedores e à inovação, afirmou. Enquanto o setor tiver incentivos para crescer, “então vai contribuir mais para o país”, disse.

Algum tipo de mudança tributária será necessária, disse Arriagada. “Espero que uma reforma sólida baseada em princípios econômicos de longo prazo tenha todos os setores da economia contribuindo no longo prazo, e não acho que uma indústria precise ser destacada.”

Enfatizar uma abordagem de longo prazo faz parte de sua visão para o cobre. Embora o mercado esteja bem apoiado por economias em recuperação e uma transição acelerada para a energia limpa, não está em um superciclo. “Não acho que algo estrutural esteja mudando em relação ao que tínhamos antes.”

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©2021 Bloomberg L.P.