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CEO da Vitol prevê forte retomada da demanda por petróleo

Andy Hoffman
·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- O CEO da Vitol Group, maior trading independente de petróleo do mundo, prevê que a demanda pela commodity retornará com força neste ano e no próximo à medida que o mercado global se recupera da pandemia.

A demanda por petróleo aumentará de 7 milhões a 8 milhões de barris por dia até o fim de 2022 em relação aos níveis atuais, e produtores terão que se esforçar para atender a esse aumento, disse o diretor-presidente da Vitol, Russell Hardy, em entrevista.

“Precisaremos de todos os oito cilindros para passar por 2022”, disse Hardy. “Acreditamos que US$ 70 a US$ 75 o barril é um resultado totalmente sensato para o terceiro trimestre”, disse, fazendo uma rara previsão específica sobre os preços do petróleo.

É uma projeção otimista para uma recuperação sólida do uso global de petróleo depois que a pandemia encolheu a demanda por combustível de aviação, diesel e gasolina. A Vitol movimentou mais de 7 milhões de barris de petróleo bruto e derivados por dia em 2020, o que permite uma visão perspicaz das flutuações na oferta e demanda globais.

A demanda global por petróleo se mantém em cerca de 3,5 milhões de barris por dia abaixo dos níveis pré-pandemia, disse Hardy. O consumo deve se recuperar até o final do ano, à medida que as vacinas contra a Covid-19 continuam a ser aplicadas, as restrições são suspensas e as viagens de lazer e negócios retomadas.

“A lacuna diminui lentamente com a reabertura das economias, e o crescimento do Leste nos impulsiona”, disse Hardy. Ainda assim, ele alerta que o recente aumento dos casos de Covid-19 na Índia e em outros epicentros do coronavírus pode prejudicar a recuperação.

Hardy prevê que a demanda por combustível de aviação continuará mais baixa em relação a outros derivados de petróleo, com o consumo ainda estimado em cerca de 1,5 milhão de barris por dia abaixo dos níveis pré-pandemia no final do ano. A queda do consumo de combustível de aviação será compensada por aumento semelhante de 1,5 milhão de barris por dia no uso de outros derivados, como petroquímicos utilizados em plásticos, disse Hardy.

Recado para Opep

Hardy disse que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados terão que elevar a produção para atender ao aumento esperado da demanda, mesmo com o “vazamento” do Irã, sob sanções dos EUA, contribuindo com cerca de 1,5 milhão de barris por dia.

“Isso virá da Opep. Não há nenhuma outra expansão em massa chegando porque geralmente há disciplina de capital em todo o Ocidente”, disse Hardy, sugerindo que a limitada produção de gás de xisto dos EUA não será capaz de responder de forma significativa.

A Opep+ decidiu retomar a produção de pouco mais de 2 milhões de barris por dia dos 8 milhões de barris fora do mercado. A oferta será restabelecida em etapas ao longo dos três meses até julho. O grupo avalia reduzir o escopo do encontro da próxima semana e reunir apenas o comitê de monitoramento, disseram delegados, um sinal de que a coalizão poderia manter os planos de retomar gradualmente a produção de petróleo.

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©2021 Bloomberg L.P.