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CEO da Stellantis, dona da Fiat e Peugeot, diz que custos dos elétricos podem tornar a indústria insustentável

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CEO da Stellantis, dona da Fiat e Peugeot, diz que custos dos elétricos podem tornar a indústria insustentável
CEO da Stellantis, dona da Fiat e Peugeot, diz que custos dos elétricos podem tornar a indústria insustentável

O português Carlos Tavares, CEO da Stellantis afirmou em uma entrevista à agência Reuters que os custos do impulso em direção aos veículos elétricos (EVs) podem tornar a indústria automobilística insustentável.

Segundo ele, tais custos “além dos limites” para as montadoras podem significar, além da perda de empregos, a queda na qualidade dos automóveis. Nesse cenário, as fabricantes poderão cobrar preços mais altos pelos veículos (o que resultaria em vendas menores de unidades). Ou talvez as empresas possam aceitar diminuir suas margens de lucro. Ainda assim, segundo Tavares, os cortes seriam inevitáveis.

Essas palavras têm autoridade. A Stellantis é o sexto maior conglomerado automotivo do mundo, reunindo 14 marcas: Fiat, Citröen, Peugeot, Jeep, Chrysler, Dodge, Maserati, Alfa Romeo, Lancia, Open, Abarth, Vauxhall e DS Automobiles.

Consumidor não pode assumir os custos adicionais

O CEO apontou que o impulso de toda a indústria em direção à eletrificação significa custos adicionais de 50% para uma montadora, em comparação com o que se gasta para construir um veículo movido a motor de combustão interna. “Não há como transferirmos 50% dos custos adicionais para o consumidor final, porque a maioria das partes da classe média não será capaz de pagar”, afirmou.

Para ele, a pressão externa sobre os fabricantes de automóveis buscando acelerar essa mudança ameaça empregos e qualidade dos veículos porque os produtores lutam para gerenciar os custos mais elevados da construção de EVs. Líderes sindicais na Europa e na América do Norte acompanham as observações quanto às perdas de dezenas de milhares de empregos.

Governos e investidores querem acelerar a transição para veículos elétricos, entretanto, as montadoras precisam tempo para testar e garantir que a nova tecnologia funcione, disse Tavares. De acordo com o CEO, a pressão para acelerar esse processo vai ser contraproducente, levando a problemas de qualidade.

Tavares disse que a Stellantis pretende evitar cortes aumentando a produtividade a um ritmo muito mais rápido do que o normal da indústria automobilística. Nos próximos cinco anos, a empresa terá que digerir 10% de produtividade ao ano em uma indústria que costuma entregar 2 a 3 por cento de melhoria de produtividade, relatou o CEO.

Pressão de todo lado

Os custos dos veículos elétricos devem cair, e os analistas projetam que a paridade de preços entre EVs e veículos a combustão deve ocorrer durante a segunda metade desta década. Como outras montadoras que atuam com veículos a combustão, a Stellantis se vê sob pressão de empresas como a Tesla e startups de veículos totalmente elétricos, como a Rivian.

Apesar de (ainda) muito menores em termos de vendas de veículos e empregos, os investidores deram à Tesla e à Rivian avaliações de mercado mais altas do que deram à proprietária da marca Jeep SUV ou da lucrativa franquia de picapes Ram. A Stellantis foi criada no início de 2021 com a fusão da montadora francesa Peugeot SA e da montadora ítalo-americana Fiat Chrysler NV.

A pressão dos investidores é somada às políticas governamentais voltadas para a diminuição das emissões de gases de efeito estufa. A União Europeia, o estado americano da Califórnia e outras jurisdições, por exemplo, estabeleceram metas para encerrar as vendas de veículos de combustão até 2035. Já o Reino Unido definiu 2030 como o prazo para se tornar uma nação totalmente elétrica.

Tavares acelerou o desenvolvimento de EVs da Stellantis, comprometendo 30 bilhões de Euros até 2025 para o desenvolvimento de novas arquiteturas de EV, construção de fábricas de baterias e investimento em matéria-prima e novas tecnologias. Além disso, o CEO diz que a Stellantis, está a caminho de entregar 5 bilhões de Euros em redução de custos através da racionalização de suas operações.

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Imagem: Volodymyr Kalyniuk/iStock

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