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CEO da Netflix diz que gigantes da tecnologia são 'terríveis': 'exploram os dados dos usuários'

Finanças Internacional
·4 minutos de leitura
Reed Hastings, fundador e CEO da Netflix. (Foto: JOHN MACDOUGALL/AFP via Getty Images)
Reed Hastings, fundador e CEO da Netflix. (Foto: JOHN MACDOUGALL/AFP via Getty Images)

Em julho deste ano, os diretores executivos das gigantes tecnológicas Apple, Alphabet, Amazon e Facebook foram interrogados em uma audiência pública no Congresso dos Estados Unidos e tiveram que explicar se as empresas usavam os dados dos usuários para obter vantagem sobre a concorrência.

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Em uma entrevista recente, Reed Hastings, um dos fundadores e diretores executivos da Netflix, afirmou que muitas das maiores empresas de tecnologia “exploram os dados dos usuários” para aumentar a receita com publicidade digital. Ele comparou esse modelo de negócios com o da Netflix, que ganha com as assinaturas e não tem anúncios.

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“Essas quatro empresas e a Microsoft são terríveis. Elas têm valores de mercado enormes, várias linhas de negócios e muitas têm anúncios e exploram os dados dos usuários. Nós não fazemos isso”, explicou ele a Andy Serwer, editor-chefe do Yahoo Finance (EUA), em uma entrevista.

“Somos apenas uma empresa de entretenimento simples que funciona muito bem. Por cerca de US$ 15 por mês, os usuários têm acesso a conteúdos incríveis”, concluiu.

Um ecossistema tecnológico totalmente diferente

No ano passado, Facebook, Google e Amazon juntos controlavam 62,1% do mercado de publicidade digital, de acordo com a empresa de pesquisas eMarketer. Cada uma dessas empresas tem um produto de streaming de vídeos: Watch, YouTube e Amazon Prime, respectivamente. Já a Apple lançou o serviço de streaming Apple TV+ no ano passado por US$ 5 por mês.

Hastings minimizou a importância da concorrência entre a Netflix e as grandes empresas de tecnologia. Respondendo a uma pergunta sobre questões de privacidade em gigantes da tecnologia, como o Facebook, ele disse que essas empresas funcionam em “um ecossistema tecnológico totalmente diferente”.

“A segurança dos dados é extremamente importante para nós. Nossa ideia é manter os dados dos assinantes só na Netflix. Não importamos, não compartilhamos e não vendemos dados”, explicou ele.

No entanto, a Netflix também faz análises dos dados dos usuários para tomar decisões sobre investimentos, desenvolvimento e até para definir a programação.

“Pensamos muito na satisfação dos assinantes e no tamanho do público em relação ao custo de produção”, disse Hastings, autor de um novo livro chamado “No Rules Rules: Netflix and the Culture of Reinvention”, com a colaboração da professora de administração de empresas Erin Meyer.

Hastings conversou com Andy Serwer, editor-chefe do Yahoo Finanças, em um episódio de “Influencers with Andy Serwer”, uma série de entrevistas semanais com líderes do mundo empresarial, da política e do entretenimento.

A Netflix é o “N” na sigla FAANG, que representa as ações de tecnologia mais valiosas, incluindo também Facebook, Apple, Amazon e Google. No entanto, a Netflix conseguiu evitar as investigações que outras empresas de tecnologia enfrentaram em relação à privacidade dos dados.

O tema começou a gerar preocupações em 2018, com a revelação de que a Cambridge Analytica, uma empresa de consultoria contratada pela campanha presidencial de Donald Trump, tinha acessado dados de 50 milhões de usuários do Facebook. A empresa fez um acordo de US$ 5 bilhões com a Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos em julho do ano passado pelo vazamento de dados para a Cambridge Analytica e outras questões relacionadas à privacidade.

Em junho do ano passado, o Departamento de Justiça e a Comissão Federal de Comércio concordaram em dividir a responsabilidade de investigar as quatro grandes empresas de tecnologia. O Departamento de Justiça investigaria o Google e a Apple, e a Comissão Federal de Comércio ficaria com o Facebook e a Amazon.

No ano passado, a Câmara dos Deputados dos Estados Unidos também abriu uma investigação sobre o poder de mercado dessas empresas. Em uma audiência relacionada a essa questão em janeiro, executivos de pequenas empresas de tecnologia acusaram as concorrentes maiores de influenciar o mercado de forma injusta.

Segundo Hastings, a Netflix cobra assinatura e mantém a plataforma sem anúncios porque esse modelo de negócios evita problemas relacionados aos dados.

“É ótimo poder nos concentrar apenas nos nossos assinantes e não em anunciantes e dados”, concluiu ele.

Max Zahn e Andy Serwer

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