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CEO é acusado de vender aparelhos de rede falsificados para empresas e governo

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O CEO de um conglomerado de 19 empresas, atuantes principalmente nos EUA, foi indiciado pela comercialização de aparelhos de rede falsos como se fossem dispositivos da Cisco. De acordo com os documentos relacionados ao processo, Onur Aksoy teria lucrado mais de US$ 1 bilhão (R$ 5,4 bilhões) ao longo de um período de nove anos, vendendo itens contrabandeados a companhias privadas e também órgãos do governo.

Corporações dos setores de saúde e militares, assim como entidades públicas dos estados americanos da Flórida e Nova Jersey, estavam entre os principais clientes do esquema montado por Aksoy a partir da Pro Network Entities. Por meio de suas empresas, ele importava dispositivos de rede da Ásia, fabricados em países como China e Hong Kong, e os vendia como se fossem aparelhos legítimos da Cisco, uma das mais reconhecidas marcas do segmento.

De acordo com o indiciamento, todos os produtos eram de baixa qualidade e adquiridos a valores de 95% a 98% abaixo dos praticados pela marca real nos EUA. Depois, eles eram marcados como se tivessem sido fabricados pela Cisco, recebiam firmwares e softwares da empresa igualmente pirateados e passavam a ser vendidos por meio de lojas como Amazon e eBay, principalmente nos EUA, mas também internacionalmente.

O resultado, claro, era o mau funcionamento dos aparelhos, além da abertura de brechas de segurança. O caso foi considerado grave pelos promotores dos EUA, principalmente quando se descobriu que os aparelhos vendidos pela Pro Network Entitities foram parar em hospitais, bases militares, repartições públicas e escolas.

No caso de Aksoy, as empresas também usavam endereços e documentos falsos, assim como pulverizavam as remessas de aparelhos em pequenos lotes para escapar da fiscalização aduaneira. Ainda assim, foi essa vigilância que detonou a investigação, com mais de 180 remessas da Poro Network Entities sendo barradas pelas autoridades.

Na investigação que se estendeu por anos, as autoridades dos EUA também disseram ter apreendido mais de 1,1 mil aparelhos irregulares em armazéns pertencentes à companhia, além de enviado cartas às companhias citadas pedindo que elas interrompessem suas atividades. Algumas delas, inclusive, teriam sido respondidas com documentos citavam vendas ou licenciamentos feitos pela Cisco, todos falsificados.

Os trabalhos levaram à prisão do CEO em junho deste ano. Agora, ele é acusado pela corte do estado americano de Nova Jersey por crimes como contrabando, pirataria, fraude postal e econômica. Caso seja condenado em todas, ele pode pegar até 15 anos de prisão, além de pagar multas pelos danos causados às empresas que foram vítimas do esquema.

Investigação também revelou esquema de fraude em aparelhos

A investigação das autoridades americanas também serviu como um alerta para um esquema de falsificação de aparelhos da Cisco na Ásia. De acordo com os documentos, a empresa de Aksoy era apenas uma das fornecedoras de dispositivos falsificados de diferentes formas; existem desde aparelhos de terceiros que são marcados como se fossem da fabricante, com direito a softwares, caixas, manuais e etiquetas, até itens antigos que são “desbloqueados” e alterados indevidamente, com componentes irregulares, para rodarem softwares recentes ou entregarem funcionalidades atuais.

O resultado disso, claro, era a possível abertura de portas de entrada para atacantes em serviços críticos. Backdoors também poderiam estar presentes nos aparelhos, permitindo golpes por estados-nação rivais e permitindo a extração de dados de cidadãos e clientes das empresas que usam os dispositivos, bem como ataques de ransomware e outros que tenham como intuito prejudicar tais companhias.

A recomendação para os responsáveis por setores de compra e atualização de parque tecnológico é que busquem revendedores oficiais ou as próprias fabricantes para a aquisição de aparelhos, principalmente aqueles que lidem com tarefas e sistemas críticos. Observar preços e desconfiar de valores muito abaixo dos praticados pelo mercado também ajuda a diferenciar esquemas de falsificação e contrabando da comercialização legítima de dispositivos.

Fonte: Canaltech

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