Mercado fechará em 18 mins

Centros de esqui chilenos abrem a temporada em pandemia e com mais neve

Miguel SANCHEZ
·2 minutos de leitura
Funcionário desinfecta um centro de esqui em Santiago de Chile, em 28 de agosto de 2020
Funcionário desinfecta um centro de esqui em Santiago de Chile, em 28 de agosto de 2020

Os centros de esqui de Santiago do Chile conseguiram abrir quase no final do inverno sob estritas medidas sanitárias por causa do novo coronavírus e em um período de muita neve, ao contrário do ano passado, que quase não nevou. 

As estações de esqui El Colorado e Farellones, situadas na cordilheira dos Andes, a 74 km a leste de Santiago, abriram suas portas há uma semana depois de obter autorização, pois os casos de coronavírus conseguiram se estabilizar e a quarentena foi suspensa em alguns municípios. 

"Este tem sido um processo superlongo. Esta é uma temporada que chegou com muita neve e que gostaríamos de ter começado mais cedo, mas por causa da pandemia global, que também é um problema local, não foi possível", ressaltou à AFP José Pablo García, diretor comercial de El Colorado e Farellones. 

Com cerca de 405.000 casos e 15.000 mortos registrados desde 3 de março no Chile, o governo e as estações de esqui entraram em um acordo a partir de um protocolo de saúde que lhes permitiu finalmente voltar às atividades. 

As medidas são baseadas em três pilares: o autocuidado, com a obrigatoriedade do uso de máscaras e fornecimento de luvas, o distanciamento social, e a higienização de todos os ambientes, equipamentos e elevadores de uso comum dos visitantes. Além disso, as áreas comuns e restaurantes estão fechados.

O atraso no início da temporada causou prejuízos trabalhistas e econômicos ainda não estimados pelos dirigentes dos centros de esqui, já que preferem focar no restante da temporada e que até mesmo analisam como prolongá-la o máximo possível, aproveitando a grande quantidade de neve acumulada. 

"Tem sido muito complicado e tivemos que nos reinventar como todas as empresas que estão vendo como podemos sair daqui jogando com o que pudermos, para que possamos ter uma temporada que nos permita chegar à próxima", acrescentou García. 

A abertura foi feita gradativamente. Em um primeiro momento, permitiu-se a entrada de 200 esquiadores e snowboarders, mas eles esperam que o número aumente para 2.500, o que representa 30% da capacidade total das duas estações. O quadro de funcionários também foi reduzido para 100 trabalhadores, frente aos 700 que normalmente estão em serviço.

Com as fronteiras fechadas, eles receberão apenas turistas locais e atletas, que querem apenas deixar para trás o coronavírus e se preparar para competições internacionais, ou realizar o sonho de se classificar para os Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim, em 2022. 

"Para mim foi uma forma de repensar o esporte; na sorte que tenho de estar fora e que este é um esporte que me permite conhecer pessoas e compartilhar", contou Mathilde Schwencke, que faz parte da equipe olímpica chilena de esqui.

msa/pa/lda/bn