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Centrais sindicais defendem tributação de fortunas para bancar auxílio de R$ 600

·2 min de leitura
*ARQUIVO* São Paulo, SP, Brasil, 21-02-2019: Cédulas de real. Papel Moeda. Dinheiro. (foto Gabriel Cabral/Folhapress)
*ARQUIVO* São Paulo, SP, Brasil, 21-02-2019: Cédulas de real. Papel Moeda. Dinheiro. (foto Gabriel Cabral/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - As centrais sindicais se uniram nesta quarta-feira (20) para reiterar o posicionamento em defesa de um auxílio de R$ 600, depois que o Palácio do Planalto recuou do anúncio do novo Bolsa Família de R$ 400 na terça (19).

CUT, Força Sindical, UGT, CTB (Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), NCST (Nova Central Sindical de Trabalhadores) e outras assinaram uma carta conjunta pedindo proteção da população e combate à fome.

"Propomos que o Congresso trate com urgência máxima a ampliação da cobertura da proteção de renda através do Bolsa Família", diz o texto.

A ideia é que a renda alcance os R$ 600, chegando a R$ 1.200 em casos de mães chefes de família. As centrais defendem que o financiamento seja feito a partir de tributação sobre fortunas, altas rendas, lucros e dividendos.

Para Ricardo Patah, presidente da UGT, a situação em que a fome chegou no Brasil justifica o aumento no valor.

"Na nossa visão, tem tanta gente passando fome, desalentada e na miséria. Independentemente dos procedimentos de teto de gastos, o auxílio emergencial de R$ 600 seria o ideal. O povo está passando fome. E os R$ 600 não só tirariam da miséria milhões de pessoas como fariam a economia rodar", afirma Patah.

Miguel Torres, presidente da Força Sindical, também diz que o governo precisa ajudar a combater a fome e o desemprego. "Com lágrimas de crocodilo, Bolsonaro só quer dar osso duro de roer para o povo", afirma.

Segundo Antonio Neto, presidente da CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros), é uma contradição indecente o Brasil ser um dos maiores produtores de grãos do mundo, por exemplo, e parte da população estar em situação de insegurança alimentar.

"Não é possível aceitar que, neste momento, irmãos brasileiros tenham que revirar lixo e disputar ossos para se alimentar. É urgente a ampliação do Bolsa Família para R$ 600, pois a fome não espera", diz Neto.

No texto elaborado pelos sindicalistas, eles afirmam que o "desgoverno Bolsonaro" abandonou a nação.

"[O governo] foge das suas responsabilidades de enfrentar a crise sanitária, atrasa o provimento de vacina, reduz o valor do Auxílio Emergencial e não apresenta política econômica de desenvolvimento, acentuando o desemprego ou gerando emprego precário sem proteção laboral, social, previdenciária e sindical", diz a nota.

"O resultado se expressa em cenas dantescas como aquela fotografia capturada no instante em que brasileiros procuravam comida em um caminhão de lixo em Fortaleza ou aquela em que moradores do Rio de Janeiro aglomeraram-se para pegar restos de carne rejeitados por supermercados", ainda segundo o texto.

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