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As cenas mais polêmicas dos games

·6 min de leitura

O mundo dos videogames traz histórias fantásticas aos seus jogadores, mas, às vezes, elas furam a bolha da comunidade gamer e geram rebuliço entre demais políticos, ativistas e órgãos reguladores. Isso costuma acontecer por conta do exagero dos estúdios ou até por opiniões pessoais do público, que, em parte, ainda considera videogames "coisa de criança" — o que é mentira.

Por isso, o Canaltech relembra as oito cenas mais polêmicas dos games. Você acha essas controvérsias justas ou apenas tempestades em copo d'água? Compartilhe conosco através das redes sociais.

Aviso: o texto a seguir contém spoilers e vídeos explícitos e não recomendados para menores de idade.

8. Beyond: Two Souls

O ator Elliot Page é a estrela de Beyond: Two Souls, jogo interativo da Quantic Dream exclusivo para PlayStation, mas quase processou a Sony pelo uso indevido de nudez. Isso porque o artista não autorizou os desenvolvedores do game a reproduzir o seu corpo nu. Mesmo assim, o estúdio recriou o personagem pelado, sem usar o ator como modelo.

Há várias cenas em que o personagem de Elliot, Jodie, toma banho — obviamente, sem roupa. O problema é que o modelo nu, embora não seja jogável, está disponível nos códigos do jogo — e é claro que usuários conseguiram desbloqueá-lo através de mods (modificações) no código-fonte. Elliot cogitou processar judicialmente a empresa, mas as discussões não seguiram adiante.

7. Mass Effect 2

O desenvolvimento de Mass Effect 2, lançado em 2010 pela Bioware, foi influenciado por críticas do passado. Uma das personagens, Jack, deveria ser uma personagem pansexual, ou seja, uma pessoa que se interessa por pessoas independentemente do sexo ou identidade de gênero delas. Entretanto, o estúdio se autocensurou por medo de críticas. Em entrevista ao site The Gamer, Brian Kindregan, roteirista de Mass Effect 2, relembrou que o primeiro Mass Effect foi bastante criticado por mostrar cenas de sexo, citando especificamente um debate na emissora estadunidense Fox News. "Havia uma preocupação de que, como aquilo [as cenas de sexo] já tinha chamado atenção, Mass Effect 2 teria que ser um pouco mais cuidadoso".

Em uma espécie de “fla-flu”, o canal debateu uma cena de sexo opcional presente no primeiro Mass Effect, de 2007. A apresentadora chegou a afirmar que permitir esse conteúdo seria como abrir uma “caixa de Pandora” para crianças. Destaque para a manchete “Se”Xbox e para a presença de Geoff Keighley, apresentador do The Game Awards, maior premiação de jogos do mundo, que atuou como uma espécie de “defensor” do jogo.

6. Far Cry 6

Far Cry 6, lançamento recente da Ubisoft, chamou a atenção da PETA (Pessoas pela Ética no Tratamento dos Animais, em tradução livre), uma conhecida ONG ativista norte-americana. O motivo: o jogo contém rinhas de galo como minigame.

Embora alguns considerem a rinha de galo uma manifestação cultural, a prática é proibida em vários países, inclusive no Brasil, por colocar os animais em situação de violência, muitas vezes fatal. Para piorar, as pessoas apostam dinheiro nas brigas e chegam a colocar navalhas e outras lâminas nos animais para machucar a pele e ossos do outro galo.

5. GTA: San Andreas

Caso você tenha comprado Grand Theft Auto: San Andreas por meios… escusos, digamos, pode ter se deparado com uma polêmica cena conhecida como Hot Coffee. Trata-se de um minigame em que o personagem transava com uma personagem — e tudo era exibido explicitamente. O jogador também podia apertar botões para trocar de posição sexual.

Essa cena foi excluída do jogo, mas não do código-fonte do disco. Por isso, usuários conseguiram desbloquear o trecho através de mods e jogá-la livremente. Isso foi suficiente para que a Rockstar fosse criticada pelo ESRB (órgão que determina a classificação indicativa dos jogos na América do Norte) e por senadores estadunidenses, além de ser processada judicialmente.

4. GTA 5

Mais uma polêmica de GTA para a lista, mas agora com o jogo mais recente da franquia: Grand Theft Auto V. Desta vez, pela missão "By the Book", em que, no papel de Trevor Philips, o jogador deve torturar um suposto terrorista arrancando seus dentes e o eletrocutando. Quando o coração do homem para, uma injeção de adrenalina o revive.

Embora alguns apontem que a Rockstar tenha feito uma sátira contra a política de guerra dos Estados Unidos, a cena foi repudiada por ativistas anti-tortura, professores, políticos e até mesmo jornalistas especializados em games por conta da violência gráfica explícita.

3. Manhunt

Achou que não iria ter mais Rockstar na lista? Achou errado! Manhunt, lançado em 2003 para PlayStation 2, é um jogo de terror furtivo, famoso pelas suas cenas de violência e assassinato cruéis. A história acompanha um presidiário obrigado a participar de filmes snuff — que mostram mortes e assassinatos de verdade, sem efeitos especiais — para sobreviver. Era possível utilizar vários outros objetos nas matanças.

Vários veículos de imprensa e políticos criticaram o jogo pela violência gráfica. O game também foi atrelado à morte de um adolescente na Inglaterra em 2004, o qual fora espancado e esfaqueado. Segundo os pais do garoto, o assassino foi inspirado pelo jogo; a polícia descartou a possibilidade. Mesmo assim, isso foi suficiente para que o governo inglês banisse a sequência Manhunt 2 anos depois devido ao foco “em perseguição e matança brutal”.

2. The Last of Us Part II

O game da Naughty Dog tomou uma decisão polêmica (e corajosa) de matar seu protagonista logo nas primeiras horas. Joel é brutalmente assassinado por Abby, a filha do médico que iria operar Ellie no primeiro jogo.

Isso não agradou boa parte dos fãs, que alegaram que a Naughty Dog queria agradar à comunidade LGBTQIA+ por deixar Ellie como protagonista. Outro detalhe que irritou muitos foi o design de Abby, uma mulher musculosa.

O game também foi alvo de “review bomb” no Metacritic, um dos principais agregadores de notas e críticas. Isso significa que o jogo recebeu uma enxurrada de comentários e avaliações negativas do público, chegando a ficar com a média 3,4, contra 95 da mídia especializada. Atores e desenvolvedores envolvidos na produção também foram ameaçados de morte pelas redes sociais — nem mesmo o diretor do jogo, Neil Druckmann, escapou.

"Você pode amar ou odiar o jogo e compartilhar seus pensamentos sobre ele. Infelizmente, muitas das mensagens que recebo são vis, odiosas e violentas. Aqui estão apenas algumas deles (acho que é importante expor). Aviso de gatilho: transfóbico, homofóbico, anti-semita, etc."

1. Call of Duty: Modern Warfare 2

Uma missão da campanha de Call of Duty: Modern Warfare 2, foi mal recebida pelo público na época do lançamento, em 2009. No trecho, chamado “No Russian” (sem russos, em tradução livre), o jogador controla um agente infiltrado em um grupo terrorista, o qual participa de um tiroteio em massa em um aeroporto de Moscou, na Rússia, repleto de civis inocentes.

O game não obriga o jogador a atirar nas pessoas; contudo, os seus companheiros fazem isso por você. A missão também é opcional, e os usuários podem simplesmente ignorá-la caso queiram.

O trecho foi removido do jogo na Rússia; já em países como Alemanha e Japão, era exibida a tela de “game over” caso o jogador matasse alguém — ou seja, o nível recomeçava. Contudo, ela permanece intacta na versão remasterizada do game, Call of Duty: Modern Warfare 2 Remastered, lançada em 2020 — porém, desta vez, a Sony decidiu não vender o jogo na Rússia.

Com informações de: BBC, Business Insider, CBR, Dot Esports, Eurogamer, GameSpot, Kotaku, Planalto, Polygon, Rolling Stone, The Guardian, UOL, VG247

Fonte: Canaltech

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