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Celulares intermediários de 2021 para ficar de olho no Brasil até R$ 2,5 mil

·10 minuto de leitura
Celulares intermediários de 2021 para ficar de olho no Brasil até R$ 2,5 mil
Celulares intermediários de 2021 para ficar de olho no Brasil até R$ 2,5 mil

Em um tempo curto, muitas fabricantes lançaram celulares intermediários no Brasil. Os tops de linha estão cada dia sendo chegando a preços mais elevados e, ao mesmo tempo, mid-ends têm oferecido alguns recursos até então restritos aos flagships. Pode ser um bom momento para olhar com mais cuidado para este segmento do mercado, por isso selecionamos alguns smartphones de até R$ 2,5 mil para se ficar de olho.

Só entre abril e maio, Samsung, Realme, Xiaomi e Motorola lançaram novos celulares nesse segmento, e por isso os consumidores podem finalmente deixar de olhar apenas para celulares lançados em 2020. Para além do hardware atualizado, outra vantagem de um produto do ano é já sair de fábrica com Android 11 — na maioria dos casos. Neste artigo apresentamos os pontos fortes e as ressalvas necessárias para estes celulares intermediários no Brasil.

Samsung Galaxy A32
Montagem com diversos Samsung Galaxy A32, novo celular intermediário que chega ao Brasil
Montagem com diversos Samsung Galaxy A32, novo celular intermediário que chega ao Brasil

No varejo, o Samsung Galaxy A32 tem custado por volta dos R$ 1,8 mil e se destaca por trazer um hardware mais robusto que sua variante 5G. Para quem gosta de tela AMOLED, aqui temos um painel do tipo com 6,4 polegadas e resolução Full HD, além de taxa de atualização de 90Hz, recurso que nem todo smartphone nessa faixa de preço costuma oferecer.

São quatro câmeras traseiras, com principal de 64 MP e ainda sensores ultra-wide, macro e de profundidade. A combinação de 4 GB de RAM com o processador MediaTek Helio G80 é interessante para o valor, e ele conta com 128 GB de armazenamento, o que para uma parcela dos usuários vai evitar a aquisição de um microSD por fora para ter um disco razoável para arquivos e fotos. A bateria do modelo é de 5.000 mAh, o “normal” de modelos intermediários que não focam muito em oferecer um dispositivo fino ou leve.

Samsung Galaxy A32 5G
Galaxy A32
Galaxy A32

Com preço médio de R$ 2 mil, o Galaxy A32 5G tem como ponto forte a conectividade 5G sem pedir uma fortuna por isso. Infelizmente a Samsung economizou em outros aspectos, incluindo aqui uma tela LCD de 6,5 polegadas com resolução HD e taxa de atualização de 60Hz. Também há 4 GB de memória RAM e 128 GB de armazenamento interno, mas nessa faixa de preço é possível ter hardware melhor da própria sul-coreana se você estiver disposto a ficar “apenas” no 4G. A bateria também é de 5.000 mAh

Samsung Galaxy A52
Fotos dos novos Galaxy A52 e A72
Fotos dos novos Galaxy A52 e A72

Estabilizado na faixa dos R$ 2,2 mil no varejo, o Galaxy A52 traz processador Snapdragon 720G e 6 GB de memória RAM. Este último auxilia o celular a segurar mais apps no multi-tarefas e segundo plano, reduzindo o reinício de softwares “esquecidos” abertos. A tela é uma Super AMOLED de 6,5 polegadas com taxa de atualização de 90Hz.

O conjunto de câmeras também é quádruplo: lente principal de 64 MP, e sensores ultra-wide, macro e de profundidade. Para quem gosta de selfies, a linha A costuma dar atenção a isso, e o sensor frontal é de 32 MP. A bateria, porém, é inferior a de outros intermediários: 4.500 mAh. Conta, porém, com carregamento rápido de 25W.

Uma observação aqui, como alguns podem ter notado, é o preço próximo do Galaxy A32 5G. Esse realmente foi pensado para quem prioriza estar com a quinta geração de redes móveis. O A52 até possui uma versão 5G, e esta traz mais recursos, incluindo um processador mais avançado. Porém, por se posicionar acima dos R$ 2,5 mil, ficou de fora deste guia.

Samsung Galaxy A72
O intermediário Samsung Galaxy A72, lançado no Brasil
O intermediário Samsung Galaxy A72, lançado no Brasil

O Galaxy A72 é o modelo mis avançado da atual geração Galaxy A disponível no Brasil. No varejo, o preço médio dele é de R$ 2,4 mil. Alguns consumidores poderão se decepcionar já que, em termos de hardware, ele é parecido demais com o Galaxy A52, oferecendo em uma primeira impressão apenas uma tela maior.

O painel é Super AMOLED de 6,7 polegadas com resolução Full HD e taxa de atualização de 90Hz. Processador temos também o Snapdragon 720G com 6 GB de RAM, e 128 GB de armazenamento interno. O diferencial aqui, além da tela maior, é a inclusão de uma câmera zoom óptico de 3x, algo inédito na linha.

Também compatível com carregamento rápido de 25W, a bateria é do mesmo tamanho do Galaxy A32: 5.000 mAh. Mas na prática, é preciso notar que, com uma tela maior, o consumo energético também é. Por isto não espera-se que ele vá mais longe que o A52 em termos de autonomia.

Moto G30
Moto G30 também faz parte do projeto da Motorola de unir celular e perfume no Brasil
Moto G30 também faz parte do projeto da Motorola de unir celular e perfume no Brasil

Iniciando a geração Moto G 2021, o Moto G30 é o primeiro do catálogo a apresentar características de um intermediário, com o processador Snapdragon 662 e 4 GB de RAM. O mercado vem dando atenção para o espaço interno, e mesmo que seja um dos mais simples da família, até ele chega com 128 GB de armazenamento.

Com preço médio de R$ 1,8 mil, porém, ele oferece um painel LCD de 6,5 polegadas de resolução HD, mas com taxa de atualização de 90Hz. Assim, a bateria de 5.000 mAh tende a oferecer uma autonomia mais equilibrada ao renderizar menos pixels que numa resolução Full HD. Por outro lado, telas do tipo AMOLED são mais econômicas.

O conjunto de câmeras, mais uma vez, é quádruplo: muita resolução na lente principal de 64 MP, e sensores ultra-wide, macro e de profundidade. A frontal é de 13 MP.

Moto G60
Imagem mostra teaser oficial do Moto G60, que chegará na semana que vem junto com o Moto G40, ambos da linha Fusion
Imagem mostra teaser oficial do Moto G60, que chegará na semana que vem junto com o Moto G40, ambos da linha Fusion

O mais recente anúncio da Motorola para o Brasil é o Moto G60, que apesar de intermediário, já tem algumas características mais premium. Por exemplo, apesar do painel ainda ser um LCD de 6,8 polegadas com resolução Full HD, ele é um dos poucos no segmento com taxa de atualização de 120Hz e tecnologia HDR10.

O celular intermediário acabou de chegar ao Brasil com câmera principal de 108 MP, e sensores ultra-wide e de profundidade. Aqui, ficou de fora a lente macro. A lente frontal tem 32 megapixels como os Galaxy A52 e A72. Outra característica vista apenas nele é a bateria de 6.000 mAh. Mas vale lembrar que este painel é maior e, se o usuário utilizá-lo sempre com a taxa de atualização no máximo, é bastante provável que esse tanque não signifique autonomia longa.

Com 6 GB de RAM e 128 GB de armazenamento interno, o preço médio no varejo é de R$ 2,5 mil.

Realme 7
Realme 7 5G
Realme 7 5G

Primeiro celular da Realme no Brasil, o intermediário tem preço de R$ 1,9 mil no momento, apesar do valor sugerido ser de R$ 2,3 mil. O processador é um MediaTek Helio G95, SoC voltado para desempenho em jogos. Neste preço, ele é o smartphone com 8 GB de RAM mais barato do mercado. E combina isso, ainda, com 128 GB de armazenamento interno.

A tela, porém, é um painel LCD, mas de resolução Full HD e taxa de atualização de 90Hz em 6,5 polegadas. A bateria, na média do mercado para o segmento, vem com 5.000 mAh. Mas há o diferencial interessante do carregador chamado Superdart — incluso na caixa — capaz de oferecer recarga rápida de 30W. Com recursos bem balanceados, ele oferece câmera quádrupla traseira, com sensor principal de 64 MP, lentes ultra-wide, macro e de profundidade. A frontal é de 16 megapixels, e neste preço é um custo x benefício bastante vantajoso pelas características de hardware.

O maior pecado do celular é não oferecer Android 11 de fábrica. Todos seus concorrentes o fazem. Os testes para a atualização do SO já estão correndo no Brasil, mas por enquanto ele ainda roda Android 10.

Realme 7 Pro
Celular intermediário Realme 7 Pro
Celular intermediário Realme 7 Pro

A variante Pro do celular intermediário no Brasil se diferencia por trocar o processador da MediaTek por um Snapdragon 720G, o mesmo dos Galaxy A52 e A72. Ele mantém 8 GB de RAM e 128 GB de armazenamento interno no Brasil.

Outra grande mudança do modelo é o carregamento rápido de 65W para a bateria de 4.500 mAh. Segundo a marca, isso se traduz em bateria cheia em menos de 40 minutos. Mais uma vez, o acessório de alta potência vem na caixa. A tela, desta vez é Super AMOLED com 6,4 polegadas e resolução Full HD, mas com taxa de atualização de 60Hz, no mínimo estranho já que mesmo o modelo “simples” inclui 90Hz.

Na faixa dos R$ 2,4 mil, o celular também tem conjunto quádruplo de câmeras na traseira, e uma frontal de 32 MP. Ele também está no Android 10, por enquanto.

Realme 7 5G
Realme 7 5G
Realme 7 5G

Outro modelo com redes de quinta geração, o Realme 7 5G tem preço no varejo de R$ 2,5 mil. O processador é o MediaTek Dimensity 800U, com 8 GB de RAM e 128 GB de armazenamento. A tela é um painel LCD de 6,5 polegadas com resolução Full HD, e taxa de atualização de 120Hz.

Apostando mesmo em 5G, o intermediário chega ao Brasil com câmera principal de resolução inferior à dos seus irmãos: 48 MP, também com sensor ultra-wide, de macro e de profundidade. Frontal? 16 megapixels. A bateria é de 5.000 mAh e recarregada a 30W. Se 4G para você é suficiente, os outros modelos podem ou oferecer mais recursos, ou lhe poupar algum dinheiro.

Redmi Note 10
Vem aí a versão 5G do Redmi Note 10
Vem aí a versão 5G do Redmi Note 10

A Xiaomi é representada na lista apenas pelo Redmi Note 10, apesar do modelo Pro também ter vindo para o Brasil, mas a um valor que foge do nosso objetivo. Saindo de fábrica com Android 11 e MIUI 12, o celular intermediário da chinesa é comercializado em por R$ 2,2 mil na versão de 4 GB de RAM com 64 GB de armazenamento interno, e R$ 2,4 mil no modelo com 4 GB / 128 GB.

Há características interessantes no modelo como o processador Snapdragon 678 e uma tela Super AMOLED de 6,43 polegadas com resolução Full HD. Porém, o display tem taxa de atualização de apenas 60Hz, e se levar para casa um Xiaomi não é algo crucial, nessa faixa de preço é possível achar modelos com mais memória RAM — em algumas situações até o dobro.

O conjunto de câmeras é quádruplo, reaproveitando o sensor de 48 MP do Redmi Note 9. Há lentes ultra-wide, macro e de profundidade, e selfies ficam por conta da lente de 13 megapixels. A bateria, na média, traz 5.000 mAh com carregamento rápido de 33W, com acessório incluso na caixa. Este é um aspecto interessante para o produto.

Qual o melhor celular intermediário no Brasil?

Perguntas complexas exigem respostas complexas. Para alguns usuários, o mais importante é câmera. Para outros, bateria. Processamento ágil aliado a uma boa memória RAM pode ser o ideal para gamers. Outros desejarão sair na frente e garantir conectividade 5G. Tem ainda quem simplesmente deseja ter um produto equilibrado para o dia a dia, pagando um pouco menos.

Se identificou com algum destes perfis? Para resumir esse guia, podemos pontuar que o Galaxy A72 se destaca por oferecer câmera de zoom óptico, enquanto todos os outros modelos trabalham com setup ultra-wide, macro e de profundidade. O Realme 7, por sua vez, oferece 8 GB de RAM e um bom processador por menos de R$ 2 mil, atualmente.

O Moto G60, por sua vez, traz 120Hz de taxa de atualização e cores vívidas no painel graças à tecnologia HDR10, e uma bateria acima da média. O Realme 7 Pro vai passar pouco tempo na tomada, graças ao carregamento de 65W. Enquanto o Galaxy A32 pode ser suficiente para muitos usuários com seus modestos 4 GB de RAM a uma média de R$ 1,5 mil.

Vale ainda lembrar que os preços podem variar, para mais ou para menos. Muitas lojas costumam ainda oferecer descontos para compras à vista. Com a avalanche de lançamentos nos últimos meses no Brasil, o mercado caminha para um catálogo equilibrado de celulares intermediários. Com uma boa pesquisa o usuário poderá achar um que atenda bem às suas demandas.

Imagem: xijian/Getty Images

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