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Celular desenvolvido por defensor de Trump é feito com tecnologia chinesa

·4 minuto de leitura

Um bilionário norte-americano lançou um novo modelo de celular “para combater as Big Techs” e permitir que os usuários tenham mais liberdade ao utilizar os serviços que mais buscam em um telefone. No entanto, ao contrário do que sugere Erik Finman, o criador do dispositivo, esse smartphone não parece ser muito diferente do que ele tanto critica.

Para entender melhor o contexto de lançamento do Freedom Phone (ou “Celular da Liberdade”, em tradução livre), é preciso voltar alguns meses e lembrar o que aconteceu no cenário político norte-americano entre o final do ano passado e o começo de 2021.

Como surgiu a ideia para o Freedom Phone?

(Imagem: Reprodução/XDA Developers)
(Imagem: Reprodução/XDA Developers)

Um dos fatos marcantes do período foi a invasão ao Capitólio dos Estados Unidos em 6 de janeiro, que levou cinco pessoas à morte e deixou vários outros feridos. Na ocasião, foi revelado que os envolvidos no ataque — cidadãos defensores do ex-presidente Donald Trump — utilizavam a rede social Parler para arquitetar planos do tipo e incitar a violência. Em decorrência disso, a App Store e a Play Store — lojas de aplicativos da Apple e Google, respectivamente — impediram novos downloads do app em suas plataformas e isso também levou a Amazon a bloquear o acesso da empresa do AWS, seu serviço de hospedagem em nuvem.

Os apoiadores do presidente não foram os únicos a sofrer “repressão” nas redes sociais e o próprio Donald Trump foi banido do Twitter, Facebook, Instagram e outras plataformas online, principalmente por incitar a violência em suas publicações.

É com base nesses acontecimentos que o Freedom Phone quer construir seu “legado”. Erik Finman destaca, no vídeo em que apresenta o celular, que seu dispositivo permitirá o discurso livre, assim como era o propósito da Parler. O empresário — que se autodeclara o “mais jovem bilionário de bitcoin” — ainda defende Donald Trump e ataca as plataformas de mídia por terem banido o magnata das redes sociais durante o período eleitoral.

Mas qual a promessa do Freedom Phone?

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De acordo com Finman, o Freedom Phone “faz tudo o que seu celular já faz, menos te censurar [...] Ele possui uma tela de ponta a ponta, um processador super rápido e várias câmeras.” No entanto, o empresário não revela quais são as especificações do aparelho.

Outro ponto que Finman faz questão de destacar no anúncio é que aplicativos que os usuários gostam de usar em outros aparelhos, mas são removidos das lojas não serão censurados no Freedom Phone. Outra promessa interessante do celular é a segurança, e o bilionário destaca que, com o serviço “Trust”, nenhum dado do usuário, como informações do teclado, localização ou outros apps são rastreáveis.

E o que o Freedom Phone entrega?

Umidigi A9 Pro (Imagem: Divulgação/Umidigi)
Umidigi A9 Pro (Imagem: Divulgação/Umidigi)

Apesar de as informações fornecidas serem poucas, o site oficial do aparelho revela que ele já chega de fábrica com alguns “aplicativos conservadores” pré-instalados. Entre eles, é claro, é possível esperar pela rede social Parler. Além disso, a empresa também garante que ele funciona com qualquer operadora dos Estados Unidos ou internacionais.

Para o sistema operacional, o celular chega com uma plataforma modificada baseada no Android, com uma interface que foi batizada de FredomOS (sem nenhuma relação com uma custom ROM já existente com o mesmo nome). Além disso, ele conta com uma loja de aplicativos própria do Freedom Phone que, segundo Finman, não irá banir nenhuma aplicação.

O mais curioso, porém, é a real fabricante do Freedom Phone: a Umidigi. Finman admitiu durante uma entrevista que a empresa chinesa foi responsável pelo desenvolvimento e fabricação do “smartphone da liberdade”. De fato, se for analisado seu visual e características, ele nada mais é do que uma versão renomeada e com sistema modificado do Umidigi A9 Pro.

Além disso, com base em vídeos de hands-on publicados em redes sociais, é possível ver que o FreedomOS nada mais é do que uma LineageOS — popular ROM customizada para Android — levemente modificada. A gaveta de aplicativos é a mesma, e o celular até conta com alguns aplicativos que já são pré-instalados no software personalizado.

A própria loja de aplicativos também parece ser uma modificação de outra já existente e há indícios de que ela é, na verdade, uma versão renomeada da Aurora Store, plataforma de código aberto baseada na própria Google Play Store. Caso seja isso, de fato, não há nenhuma garantia de que os aplicativos banidos da loja do Google não sofram o mesmo destino no Freedom Phone, como sugere seu criador.

Preço e disponibilidade

O celular já está disponível para venda em seu país de origem e custa nada menos do que US$ 499 — cerca de R$ 2.540 em conversão direta —, um preço bem salgado, principalmente se comparado aos US$ 179,99 que são cobrados atualmente pelo Umidigi A9 Pro no país.

Fonte: Canaltech

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