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Celsinho da Vila Vintém vai para regime semiaberto, mas não pode sair da cadeia

Carolina Heringer
·2 minuto de leitura
Foto: Thiago Freitas/ Agência O Globo

O traficante Celso Luís Rodrigues, conhecido como Celsinho da Vila Vintém, obteve progressão do regime fechado para o semiaberto. A decisão, da Vara de Execuções Penais (VEP) do Rio, é do último dia 22. Apesar de ter conseguido o benefício, o criminoso, um dos principais traficantes do Rio nos anos 90, ainda não poderá sair do presídio.

Na mesma decisão que concedeu a progressão de regime a Celsinho, o juiz Rafael Estrela Nóbrega, titular da VEP, negou pedido para que o traficante possa sair da cadeia para visitar a família, as chamadas Visitas Periódicas ao Lar (VPL).

O magistrado, na decisão, alegou que a concessão de autorização para Celsinho sair do presídio pode servir de estímulo para evasão, que ocorre quando o preso não retorna à cadeia após uma saída temporária autorizada pela Justiça.

Na decisão, Estrela ressaltou que Celsinho tem histórico de evasões em sua ficha disciplinar e também que o traficante permaneceu em presídio federal de segurança máxima de 2014 até 2017. Além disso, o magistrado pontuou que o chefe do tráfico na Vila Vintém foi recentemente condenado por um crime cometido quando estava preso.

O juiz titular da VEP ressaltou ainda que embora Celsinho tenha cumprido o tempo de pena necessário e possua bom comportamento no presídio, é necessário examinar os seus históricos penal e carcerário “de modo a se alcançar maior ou menor grau de certeza acerca da probabilidade de o apenado, uma vez agraciado com saídas extramuros – e gozando da liberdade praticamente irrestrita aí implicada– não só não evadirá, mas também, com ainda mais relevância, não tornará a praticar delitos”.

Por enquanto, Celsinho será transferido de uma unidade prisional para detentos do regime fechado para outra onde ficam aqueles que estão em regime semiaberto. Posteriormente, novos pedidos poderão ser feitos para que ele deixe a cadeia.

Celsinho já foi condenado, no total, a 39 anos de prisão nos processos respondidos por ele. Somando os períodos em que esteve atrás das grades, ele já cumpriu 22 anos e meio de pena. Sua última condenação foi no ano passado, em processo no qual foi julgado por ter dado auxílio ao traficante Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, em uma disputa pelo controle da favela da Rocinha. Celsinho foi condenado a 15 anos de prisão, mas já estava preso preventivamente pelo crime desde 2017.

O traficante foi um dos fundadores de uma das três facções criminosas que disputam território no estado do Rio. Seu principal local de atuação é a Vila Vintém, em Padre Miguel, na Zona Oeste do Rio.