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Cedae vai plantar um milhão de árvores ao longo do Rio Guandu

·3 minuto de leitura

RIO — Essencial para a garantia de produção de águas limpas, o reflorestamento em faixas marginais de rios é uma das técnicas mais utilizadas no mundo no combate à escassez hídrica e para revitalização de áreas degradadas. Hoje, em celebração ao Dia da Árvore, o projeto Replantando Vida, da Cedae, vai iniciar o plantio de um milhão de espécies, numa faixa de 500 hectares - o correspondente a mais de 700 Maracanãs - num período de cinco anos. Os funcionários do programa são detentos do sistema prisional, numa parceria com a Fundação Santa Cabrini.

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Apesar de já existir há 20 anos, o Replantando Vida nunca teve um trabalho de longo prazo nessa magnitude agora proposta, explica o diretor do projeto, Alcione Duarte. Serão plantadas 254 espécies nativas da Mata Atlântica, sendo 40 que estão ameaçadas de extinção, como Jacarandá, Jequitibá e Sapucaia. As plantas são abastecidas pelos sete viveiros mantidos pelo projeto, que possuem capacidade de produção de 1,8 milhão de árvores por ano.
— A pressão urbana no entorno do Guandu é muito forte, mas agora teremos maior garantia de conservação das áreas reflorestadas, em parceria com as prefeituras, e com incremento da nossa estrutura, de pessoal e equipamentos — explica Duarte, que estima que em três anos os primeiros resultados começarão a ser percebidos. — A mata ciliar é parte essencial para um rio saudável.

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O trabalho será iniciado em um trecho de oito quilômetros entre o ponto de captação da Estação do Guandu e a Via Dutra. À medida que os recursos avancem, Duarte tem a expectativa de reflorestar, além do Rio Guandu, um trecho do Rio dos Poços, um dos principais poluidores, hoje, da bacia hidrográfica. Na região, o desmatamento teve como agravante nas últimas décadas a presença de grandes areais, que deixam sequelas até hoje.
Nos próximos cinco anos, a previsão é que mil presos trabalhem no projeto. Um deles é Clayton Francisco, que chegou ao Replantando Vida em 2011 e hoje, em regime condicional, tem emprego de segunda a sexta.

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— Eu nunca tinha tido contato com trabalho ambiental, foi um recomeço para mim. As pessoas não têm tanta noção da relevância de um reflorestamento. De perto, a gente consegue ter mais visão. Demora (a crescer) mas dá muitos frutos.
Obras de saneamento básico nos municípios do entorno da bacia continuam sendo a necessidade mais urgente para solução do problema de poluição. Como um dos sinais da degradação, a Associação de Pescadores do Guandu, que até dois anos atrás contava com 50 pescadores na bacia, viu um êxodo para lagoas da Barra e do Recreio, e hoje apenas cinco pescadores trabalham diariamente no Guandu. Mas, especialistas defendem o replantio das faixas marginais como uma das medidas mais importantes a serem tomadas.
— A floresta retém aproximadamente 80% da chuva, é o melhor produtor de água. Não é a barragem. A crise hídrica que ocorre no Brasil hoje é devido ao desmatamento das bacias — afirma o engenheiro sanitário da Uerj Adacto Ottoni.
Oceanógrafo da Unirio, Luciano Neves coordenará um trabalho, chamado Ecoshift, que vai levantar dados da realidade ambiental da Bacia do Guandu, a partir do final do ano. O impacto de ações como reflorestamento das margens pode ser um dos pontos de avaliação.
— As árvores facilitam a retenção e a penetração da água no solo, aumentando oferta de águas nos rios, além de reter materiais sólidos, o que combate o assoreamento. No final, as espécies aquáticas, como peixes em extinção, também serão beneficiados — explica Neves, que lembra que antigamente até espécies exóticas eram usadas em ações de reflorestamento, quando a prática ainda não era muito difundida no país. Para um reflorestamento dar certo, é necessário utilizar uma gama variada de espécies nativas. Asso, com o tempo, se reduz a necessidade de manutenção.

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