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CCBB abre mostra com exibição de todos os filmes de Steve McQueen

Ricardo Ferreira
·3 minuto de leitura

A festa era para ser em 2020, quando se celebraram os 90 anos de nascimento de Steve McQueen. Por causa das medidas restritivas impostas pela pandemia, porém, a comemoração ficou para agora. O Centro Cultural Banco do Brasil abre hoje a retrospectiva “Steve McQueen — The king of cool”, que exibe, com sessões presenciais, todos os 26 filmes com o ator americano (1930- 1980), que faria aniversário no próximo dia 24, além de três documentários sobre sua vida. Completam a programação palestra, debate, lives e uma aula magna em torno do estilo de atuação de McQueen, comandada pelo ator Eriberto Leão e pelo crítico de cinema do GLOBO Mario Abbade, curador do evento.

Paralelamente, o Centro Cultural Cavideo, que funciona dentro das Casas Casadas, em Laranjeiras, abriga, desde ontem, a exposição “Steve McQueen — The Cooler King”, com cartazes originais de todos os filmes, roteiros assinados, objetos usados pelo ator e bonecos, entre outros itens — todos do acervo de Abbade. As duas mostras são gratuitas.

Na abertura, o CCBB exibe, às 14h30, o clássico de terror “A bolha assassina” (1958), de Irvin S. Yeaworth Jr. e Russell S. Doughten Jr., um dos primeiros longas da carreira de McQueen; e, às 17h30, “O canhoneiro do Yang-Tsé” (1966), de Robert Wise, no qual ele interpreta um arrogante engenheiro a bordo de um navio chinês, em plena Revolução Chinesa de 1926.

Entre os filmes da mostra o público poderá ver pérolas como “Fugindo do inferno” (1963), de John Sturges, no qual McQueen contracena com James Garner, Richard Attenborough e Charles Bronson; “Bullitt” (1968), de Peter Yates, com a famosa cena de perseguição ao volante de um Ford Mustang GT verde; e “Papillon” (1973), de Franklin J. Schaffner, em que ele e o personagem interpretado por Dustin Hoffman tentam escapar de uma prisão na Guiana Francesa.

Nascido em Indiana, nos EUA, Terrence Stephen McQueen tornou-se um dos maiores astros de seu tempo, com um ar durão e uma vocação para cenas radicais que marcaram sua carreira em Hollywood.

— Ele tentou ser crível na tela: não usava dublês, porque queria mostrar para o público que sabia fazer tudo. E ele sabia mesmo, vivia na vida real aquilo que levava para as telas — explica Abbade.

Como toda a filmografia de McQueen está reunida na mostra será possível ver o ator passar pelos mais variados gêneros em que ele atuou, como terror, comédia, drama, ficção científica. “Crown, o magnífico” (1968), de Norman Jewison, por exemplo, traz um McQueen versátil, fora do papel clássico de durão — ali ele interpreta o personagem culto, bem vestido e sofisticado Thomas Crown, uma antítese de seus outros papéis.

Abbade explica que o ator criou um estilo de atuar que “não era act, mas sim react”, que ajudou a construir o mito a sua volta, influenciando nomes como Clint Eastwood, Charles Bronson e Ryan Gosling.

— Foi um divisor de águas. Ele recebia os roteiros e dizia: “não vou falar nada disso.” Ele expressava o rosto e corpo de tal forma que as pessoas entenderiam aquela fala, por isso react — explica Abbade, citando um dos filmes mais icônicos do ator. —“Bullitt” resume muito do espírito de McQueen. Ele chega na excelência do react e cria todas as bases dessa coisa dele ser o “rei do cool”, que em português é algo como descolado. No filme, houve a primeira perseguição filmada em velocidade real do cinema. Os carros estavam a 170 km/h nas ruas de São Francisco, houve vários acidentes. E ele estava fazendo sem dublê.