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CBF diz que irá recorrer de anulação da eleição de Caboclo e fala em 'afronta à constituição'

·1 minuto de leitura


Em nota oficial publicada em seu site, a CBF anunciou que irá recorrer de decisão da justiça que anulou Assembleia Geral da entidade ocorrida em 2017 e, por consequência, resultou na invalidação da eleição de Rogério Caboclo para o comando da entidade.

No comunicado, a entidade alega que a decisão do juiz Mario Cunha Olinto Filho, da 2ª Vara Cível da Barra da Tijuca do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, "é uma clara afronta à Constituição Federal que, em seu artigo 217, confere autonomia de organização e funcionamento às entidades desportivas".

Na decisão, a justiça nomeia os presidentes do Flamengo, Rodolfo Landim, e da Federação Paulista de Futebol, Reinaldo Carneiro Bastos para o comando provisório da entidade por 30 dias - ambos ainda avaliam se irão aceitar a função. Para Leite, que foi relator do Profut, a transição elaborada pelo juiz é oportuna.

A anulação da eleição é apenas mais um episódio da maior crise da história da CBF. Em maio deste ano, Caboclo foi acusado de assédio moral e sexual por uma funcionária da entidade e acabou sendo afastado do cargo pela Comissão de Ética do Futebol.

ASSEMBLEIA ALTEROU COLÉGIO E REGRAS ELEITORAIS

A assembleia geral tornada nula pela justiça aconteceu em março de 2017. Sem a presença dos clubes, foi definido na ocasião um novo modelo de eleição. O colégio eleitoral passou a ser composto pelas 27 federações estaduais e os 20 clubes das Séries A e B.

O impacto decisivo ficou por conta da desiguladade no valor dos votos. As federações estaduais passaram a ter peso 3, os clubes da Série A, peso 2, e os da Série B, 1. Assim, as federações ficaram com a maioria absoluta dos votos - 81 contra 60 dos clubes -, mantendo o controle eleitoral absoluto.

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