Cavaco Silva analisará orçamento com "cuidado" antes de aprová-lo

Lisboa, 17 dez (EFE).- O presidente de Portugal, Aníbal Cavaco Silva, disse nesta segunda-feira que analisará "com o máximo cuidado" o orçamento de 2013, considerado o mais duro das últimas décadas, antes de tomar uma decisão sobre sua promulgação.

Em declarações aos jornalistas, o chefe de Estado afirmou que não cederá a "nenhuma pressão" e lembrou que o documento é "muito complexo".

Aprovado pela maioria absoluta da coalizão conservadora que governa o país, o orçamento luso de 2013 contêm uma substancial alta de impostos e cortes nas aposentadoria, educação, saúde e outros setores.

"Tomarei a decisão levando em conta as detalhadas opiniões jurídicas que pedi e levando em conta meu critério para salvaguardar o interesse nacional", acrescentou o presidente, sem esclarecer se vai enviar o projeto ao Tribunal Constitucional (TC), como a imprensa do país informou recentemente.

O orçamento foi rejeitado pela oposição de esquerda, sindicatos e inclusive membros de destaque da legenda líder do governo e do próprio Cavaco Silva, o Partido Social Democrata (PSD).

O último pedido para um veto presidencial partiu da maior central sindical lusa, a comunista CGTP, que realizou uma manifestação em frente à residência oficial do chefe do Estado.

Um movimento civil chamado Congresso Democrático das Alternativas entregou hoje 11.000 assinaturas para a Assembleia da República, o legislativo do país, para pedir que o orçamento não seja aprovado.

O governo luso afirma que os ajustes são necessários para cumprir com os compromissos firmados por Portugal em troca do resgate financeiro de 78 bilhões de euros assinado no ano passado com a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Entre as principais exigências de ambos organismos, estão a redução do déficit público em mais de dois pontos, até 5% do PIB, antes do fim deste ano, e para até 4,5% em 2013. EFE

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