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Cautela marca negócios antes de eleição e Ibovespa fecha semana em queda

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - Investidores encerraram os negócios na B3 nesta sexta-feira com cautela, na expectativa de virarem uma página que vem adicionando forte volatilidade à bolsa paulista, dada a disputa acirrada entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL).

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa encerrou com variação negativa de 0,09%, a 114.539,05 pontos, após tocar 113.336,06 pontos na mínima e 114.712,07 pontos na máxima da sessão.

Na semana, com queda em quatro das cinco sessões, o índice acumulou baixa de 4,49%, após ter avançado 7,01% na semana anterior. No mês, o saldo está positivo em 4,09%.

Para José Tovar, presidente-executivo da Truxt Investimentos, o mercado está indo cauteloso para o fim de semana, tendo Lula como favorito, no aguardo de detalhes sobre suas políticas econômicas, principalmente fiscais, no caso de ele sair vitorioso.

"O mercado não rejeita o Lula, o mercado o conhece, mas tem necessidade de entender qual será a sua política fiscal", disse. "Se ele mostrar que quer fazer disciplina fiscal, o mercado vai gostar."

Na hipótese de Bolsonaro sair vitorioso, avalia o gestor, seria um cenário de continuidade, mas ele precisará sinalizar que reformas serão feitas.

De acordo com Isabel Lemos, gestora de renda variável da Fator Administração de Recursos, as principais apostas para a eleição já haviam sido feitas e a cautela prevaleceu no dia, com apenas um ou outro investidor se posicionado.

A margem apertada entre os dois candidatos dificulta previsões para a segunda-feira, mas um dos principais riscos no radar dos agentes financeiros é um evento que adie o desfecho da corrida ao Palácio do Planalto.

Tovar afirmou que é muito difícil prever o que acontecerá na segunda-feira. Ele não descarta ruídos após o resultado, porém, considera uma "probabilidade baixíssima" de o desfecho não ser acatado pelo candidato que sair derrotado. "Se falou tanto disso, e o primeiro turno foi uma tranquilidade, não teve evento nenhum", acrescentou.

"Uma contestação barulhenta pode até acontecer...mas eu acho que establishment em geral quer acatar o resultado das urnas", disse ele. "Se não acatar, isso será uma coisa muito ruim", acrescentou.

Na visão de Lemos, dependendo do candidato, devem ocorrer algumas mudanças de posição no mercado na segunda-feira, mas avalia que as alterações serão "extremamente de curto prazo", e que depois o mercado volta ao "valuation" tradicional.

"Depois das eleições, o tema será ministério - de fato quem fica, quem não fica, se entrando um novo governo qual será o ministério - e fiscal, para ambos os cenários", avalia. "Esses serão os temas importantes."

No exterior, a sexta-feira terminou com queda nos preços de commodities como o petróleo e o minério de ferro, mas forte alta nas bolsas norte-americanas, à espera de decisão do Federal Reserve na próxima semana.

DESTAQUES

- VALE ON recuou 4,88%, a 67,45 reais, em sessão negativa para o setor de mineração e siderurgia, com queda do minério de ferro na Ásia e decepção com resultado da mineradora no terceiro trimestre. "Um trimestre para esquecer", afirmou o BTG Pactual. USIMINAS PNA perdeu 4,17%, mesmo após resultado acima do esperado, com a siderúrgica enxergando sobreoferta de aço da China. CSN ON caiu 5,74% e GERDAU PN cedeu 3,65%.

- PETROBRAS PN caiu 1,18%, a 32,57 reais, retomando a trajetória negativa que tem marcado a semana, após um respiro na véspera. Além da susceptibilidade às eleições, o papel também teve de pano de fundo a queda do preço do petróleo no exterior. PETROBRAS ON recuou 1,51%, a 35,78 reais.

- BANCO DO BRASIL ON reagiu e fechou com elevação de 0,6%, a 38,82 reais, sendo um dos papéis mais vulneráveis ao quadro político, acompanhando a recuperação dos bancos. ITAÚ UNIBANCO PN avançou 0,78% e BRADESCO PN encerrou com acréscimo de 0,57%.

- COGNA ON subiu 5,3%, a 3,18 reais, com o setor de educação mais uma vez na ponta positiva, conforme Lula lidera as principais pesquisas de intenção de voto. No melhor momento, chegou a 3,25 reais, máxima intradia desde setembro do ano passado. YDUQS ON avançou 2,89%. O ex-presidente tem prometido uma atenção especial para educação se vencer.

- AMERICANAS ON fechou com acréscimo de 4,84%, a 15,16 reais, com ações de varejo ainda embaladas pelo ambiente eleitoral, em particular a perspectiva de mais crédito e políticas sociais mais fortes no caso de Lula confirmar a vitória no segundo turno. Além disso, o Morgan Stanley incluiu a ação em seu portfólio de America Latina. VIA ON subiu 3,75% e MAGAZINE LUIZA ON ganhou 3,79%.

- SUZANO ON avançou 3,75%, a 55,11 reais, tocando uma máxima intradia desde março no melhor momento, após reportar lucro líquido de 5,45 bilhões de reais no terceiro trimestre, em desempenho acima do esperado. Executivos da companhia também afirmaram estar otimistas sobre preços da celulose no curto prazo apesar dos receios de analistas sobre recessão nos principais mercados. No setor, KLABIN UNIT subiu 4,19%.