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Causa epigenética de aborto espontâneo é identificada e curada em ratos

Um novo estudo, publicado no periódico científico Genes and Development em março deste ano, foi responsável por identificar e até mesmo curar as causas de aborto espontâneo e anormalidades no desenvolvimento de ratos. A descoberta tem relação com a expressão de um gene do cromossomo X, que deveria ser suprimido, e pode ser o responsável pela morte prematura do feto, ao menos nos roedores.

Segundo os pesquisadores, o achado tem implicações grandes no entendimento da infertilidade e pode ajudar a desenvolver tratamentos no futuro, caso seja possível extrapolar a experiência com ratos aos seres humanos.

O gene identificado no estudo é o Xist — abreviação transcrição específica inativa X —, que está presente nos cromossomos X, um dos dois cromossomos sexuais dos humanos. Quando um óvulo é fertilizado, ele tem duas de cada uma dessas moléculas de DNA, ou seja, duas cópias de cada gene, a menos que tenha cromossomos sexuais XY, caso uma cópia possa estar faltando do Y.

O gene Xist, presente no cromossomo X, é chave para impedir abortos espontâneos e problemas no desenvolvimento da placenta, por exemplo (Imagem: Reprodução/CC-BY-3.0)
O gene Xist, presente no cromossomo X, é chave para impedir abortos espontâneos e problemas no desenvolvimento da placenta, por exemplo (Imagem: Reprodução/CC-BY-3.0)

Alguns genes, no entanto, podem ser ativados ou inativados, para que apenas uma cópia — materna ou paterna — seja expressada. A isso se chama impressão genômica. Se o gene paterno é impresso, ele é silenciado, e só o gene materno é expressado e vice-versa. Só uma parte pequena dos genes passa por essa impressão, e os que fazem isso são controlados por mudanças epigenéticas no DNA.

Quando as mudanças epigenéticas são herdadas dos pais, são chamadas de mudanças epigenéticas transgeracionais, e contribuem para o que se conhece como impressão genômica não-canônica. Em embriões de rato, por exemplo, os marcadores epigenéticos de algumas histonas maternas (uma proteína associada ao DNA) são herdadas, suprimindo a expressão de um determinado número de genes maternos — incluindo o Xist.

Abortos espontâneos e placentas

Certos estudos, no passado, já haviam descoberto que prevenir essas mudanças epigenéticas transgeracionais levava à morte de embriões de rato, principalmente os de machos, e ao crescimento exagerado da placenta nas mães. Na nova pesquisa, os cientistas procuraram saber se impressões genômicas mal-sucedidas estavam por trás desses resultados.

Como os filhotes machos morriam predominantemente, a equipe olhou para os genes nos cromossomos sexuais. Oito genes são impressos de forma não-canônica nos embriões dos ratos, e um deles está no cromossomo X — sim, é o Xist. Os cientistas, então, inativaram um gene necessário para as mudanças epigenéticas transgeracionais nos óvulos, para que eles não pudessem ser herdados pelos filhotes, impedindo a impressão genômica.

Quando a inativação do Xist foi adicionada, restaurando a impressão dele, a morte pré-natal foi reduzida de forma massiva, eliminando o viés masculino distorcido da equação. Com isso, os pesquisadores descobriram que a impressão falha do Xist, então, é a causa dos abortos espontâneos — ao menos nos ratos.

Agora que a identificação e tratamento das causas do aborto espontâneo foram realizadas nos roedores, é preciso descobrir se o mesmo vale para os seres humanos (Imagem: Pressmaster/Envato)
Agora que a identificação e tratamento das causas do aborto espontâneo foram realizadas nos roedores, é preciso descobrir se o mesmo vale para os seres humanos (Imagem: Pressmaster/Envato)

O problema é que, mesmo nesses casos, a placenta das mães continuava crescendo demais. Após inativar setes outros genes que falharam na impressão, foram identificados três que podem estar envolvidos no aumento anormal da placenta. Segundo os cientistas, isso é evidência de que a impressão do Xist sustenta o desenvolvimento de embriões e de que a impressão não-canônica de cromossomos não sexuais impede o crescimento exagerado da placenta.

Eles admitem, no entanto, que é possível que os defeitos estudados possam ser causados por outros efeitos acompanhados pela perda de genoma generalizada nas mudanças epigenéticas transgeracionais. Mesmo assim, os pesquisadores esperam estudar exatamente como essas mudanças ocorrem nos óvulos, tentando entender melhor e possivelmente tratando a infertilidade no futuro.

Fonte: Canaltech

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