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Castro gratifica ficha de policiais civis que participaram de ação que terminou com a morte de 12 milicianos em Itaguaí

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Rastro da violência: cápsulas de balas na localidade onde milicianos e policiais se enfrentaram, em Itaguaí
Rastro da violência: cápsulas de balas na localidade onde milicianos e policiais se enfrentaram, em Itaguaí

O governador em exercício Cláudio Castro se reuniu, nesta quinta-feira, com policiais civis da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) que participaram da ação da última semana, em Itaguaí, na Região Metropolitana do Rio, que interceptou um comboio da milicia na rodovia Rio-Santos, e, após confronto, terminou com a morte dos doze paramilitares que ocupavam os veículos. Cada agente envolvido na operação receberá de Castro um elogio na ficha profissional, que será publicado em Diário Oficial, e valerá como pontuação na progressão de carreira.

— Quero fazer um agradecimento a estes heróis. Quando convidei o delegado Allan Turnowski para ser secretário da Polícia Civil, disse que queria a corporação combatendo o crime. Vamos sufocar criminosos, não importa se pertençam à milícia ou ao tráfico. Estamos intensificando as operações, em integração com outros órgãos — afirmou Castro.

Na operação, definida como "cirúrgica" pelo governador, um dos alvos mortos em confronto era considerado chefe da milícia de Itaguaí, o ex-PM Carlos Eduardo Benevides Gomes, o Cabo Benê, braço direito de Wellington da Silva Braga, o Ecko. Com os paramilitares, foram apreendidos oito fuzis, metralhadoras, granadas, pistolas e munição. O secretário de Polícia Civil do RJ, Alan Turnowski, afirmou que, apenas este ano, R$ 300 milhões foram bloqueados em operações de asfixia financeira às milícias que atuam no estado, de um total de R$ 1,7 bilhão.

— Agradeço a atitude de valorizar o trabalho da corporação. A operação em Itaguaí foi uma missão com foco e profissionalismo — disse Turnowski.

De acordo com o governo do estado, participaram da reunião o subsecretário de Planejamento e Integração Operacional, Rodrigo Oliveira, o delegado e coordenador da Core, Fabrício Pereira, a presidente do Instituto de Segurança Pública (ISP), Marcela Ortiz, e outros representantes da Segurança Pública do Rio.