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Castro descarta reverter flexibilização no Rio apesar de aumento em números da Covid-19 e anuncia testagem em massa

André Coelho
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Gabriel de Paiva / Agência O Globo

RIO — Apesar do aumento nos casos e mortes em decorrência da Covid-19 no estado, e dos registros de aglomerações em eventos na cidade, o Governo do Rio não pretende reverter a flexibilização das medidas de isolamento social. Segundo o governador em exercício Cláudio Castro, a abertura de leitos, além dos 214 anunciados nesta segunda-feira, será a prioridade, assim como um programa de testagem em massa, que não foi detalhado pelo governo. As declarações foram dadas em coletiva de imprensa na tarde desta terça-feira.

— A situação não é tranquila. Já aumentamos 214 leitos de CTI e em até 48 horas vamos anunciar postos de diagnóstico precoce, com exame por PCR e por imagem — afirmou Castro, sem detalhar como será colocada em prática a promessa. — Faremos um grande programa de testagem em massa, que será anunciado pela Secretaria de Saúde em 48 horas.

O governador afirmou que determinou a abertura do hospital modular de Nova Iguaçu, uma das unidades prometidas no governo Witzel mas nunca entregue, mas também não explicou como o hospital vai operar. Ele disse que ainda não é possível afirmar que o Rio enfrenta uma segunda onda da doença.

— Sabemos que o fim de ano é importantíssimo para a economia. Procuramos ter um grau de responsabilidade enorme, e não podemos fazer um alarde sem a certeza de que é uma segunda onda — disse Castro, que atribuiu o aumento à campanha eleitoral. — Não temos dúvidas que as eleições atrapalharam. Teve muita aglomeração nas eleições — afirmou.

Plano de vacinação

Castro evitou entrar na polêmica sobre a vacina contra a Covid-19 que será adquirida, e disse que a decisão cabe à Anvisa e ao governo federal. Ele afirmou que o governo trabalha com base na ciência, e que a secretaria de saúde já trabalha num plano de logística para garantir a vacinação no estado quando as doses forem compradas pelo ministério da saúde.

— Quero que o estado compre todos os insumos necessários para que não haja compra emergencial. A saúde já está preparando os editais e questão logística.