Mercado fechado

Casos de Covid-19 aumentam em Los Angeles e crianças são afetadas por síndrome inflamatória

·2 minuto de leitura
Teste de coronavírus é realizado no estacionamento do estádio dos Dodgers, em Los Angeles

O número de internações pela Covid-19 chegou neste fim de semana ao nível mais alto em Los Angeles desde o início da pandemia, enquanto 15 crianças, a maioria latina, foram diagnosticadas com uma síndrome inflamatória rara e potencialmente letal ligada ao vírus.

O Departamento de Saúde Pública do Condado de Los Angeles informou ontem que 2.216 pessoas estavam internadas devido ao novo coronavírus. Destas, 26% estavam na UTI e 19% em respiradores.

"Continuamos alcançando marcos preocupantes", advertiu a diretora de Saúde Pública do condado, Barbara Ferrer. "Neste momento, jovens adultos estão sendo internados em um ritmo nunca visto. Não importa o quão jovem sejas, você é vulnerável a este vírus."

Autoridades assinalaram que mais da metade dos 2.848 novos casos de Covid-19 reportados ontem eram de pessoas menores de 41 anos. O pico no número de casos é registrado depois que 15 crianças foram diagnosticadas, na semana passada, com a síndrome inflamatória MISC-C, ligada ao vírus. Um total de 73% das crianças são latinas, segundo o departamento de saúde pública.

A MISC-C é uma condição que produz inflamação em diferentes partes do corpo, incluindo coração, rins, cérebro, pele, olhos e órgãos gastrointestinais. Até o momento, houve seis mortes relacionadas à síndrome em todo o país, segundo cifras oficiais.

O prefeito de Los Angeles, Eric Garcetti, disse ontem que a cidade está "à beira de uma nova ordem de confinamento", devido aos números alarmantes. Ele reconheceu que o estado da Califórnia levantou muito cedo as restrições motivadas pela pandemia.

"Acho que muita gente não compreende que os prefeitos muitas vezes não têm controle sobre o que abre ou não, isto acontece mais em nível de condado ou estado, e concordo que a reabertura dos negócios aconteceu muito cedo", disse Garcetti à rede de TV CNN.