Mercado abrirá em 5 h 28 min
  • BOVESPA

    106.296,18
    -1.438,82 (-1,34%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    51.889,66
    -130,44 (-0,25%)
     
  • PETROLEO CRU

    84,48
    +0,72 (+0,86%)
     
  • OURO

    1.799,20
    +2,90 (+0,16%)
     
  • BTC-USD

    61.894,52
    +861,14 (+1,41%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.453,34
    -49,70 (-3,31%)
     
  • S&P500

    4.544,90
    -4,88 (-0,11%)
     
  • DOW JONES

    35.677,02
    +73,92 (+0,21%)
     
  • FTSE

    7.204,55
    +14,25 (+0,20%)
     
  • HANG SENG

    26.155,08
    +28,15 (+0,11%)
     
  • NIKKEI

    28.600,41
    -204,44 (-0,71%)
     
  • NASDAQ

    15.359,75
    +18,75 (+0,12%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,5834
    +0,0026 (+0,04%)
     

Caso Sarah Everard: Comissário acusado de culpar vítima por assassinato renuncia após pressão

·2 minuto de leitura

Um comissário policial conservador acusado de culpar a vítima pelo assassinato da executiva de marketing Sarah Everard renunciou ao cargo. A decisão ocorreu após ele ser informado de que havia uma "catastrófica falta de confiança" em sua posição, segundo o jornal britânico The Guardian.

Philip Allott, que supervisiona a polícia de North Yorkshire e o serviço de bombeiros da região, foi criticado depois de dizer que as mulheres "precisam ser sábias" sobre os poderes de prisão e devem "apenas aprender um pouco sobre esse processo legal" caso sejam abordadas por policiais.

Os comentários foram feitos em uma entrevista a uma rádio após a condenação do policial Wayne Couzens, que pegou prisão perpétua pela morte de Sarah. A mulher de 33 anos foi sequestrada quando voltava da casa de um amigo em Clapham, no sul de Londres, em 3 de março.

Em reunião extraordinária, Allot admitiu que cometera um "grande erro", mas se recusou a renunciar apesar de votação unânime dos demais presentes. Depois, ele voltou atrás e colocou seu cargo à disposição.

- Eu esperava poder reconstruir a confiança, restaurar a confiança. Fiquei satisfeito que tantos grupos de vítimas aceitaram que eu estava genuinamente arrependido e estavam dispostos a trabalhar comigo para me ajudar na tarefa gigantesca que tinha pela frente - disse o oficial.

Desde a entrevista, Allot vem enfrentando críticas crescentes, incluindo do primeiro-ministro Boris Johnson e da secretária de assuntos internos do Reino Unido, Priti Patel. A pressão por sua saída aumentou essa semana depois que colegas de profissão o acusaram de proferir comentários misóginos e sexistas a funcionárias. Uma petição com quase 11 mil assinaturas foi entregue para que ele renunciasse.

Sarah foi sequestrada enquanto voltava da casa de um amigo no sul de Londres em 3 de março. Seu corpo foi encontrado mais tarde em uma floresta a cerca de 80 quilômetros de distância, no sudeste da Inglaterra. Uma autópsia concluiu que ela havia morrido em decorrência de compressão no pescoço.

O assassinato de Sarah provocou uma onda de revolta entre mulheres que contaram suas próprias experiências e medos de andar nas ruas sozinhas à noite. A mobilização levou o primeiro-ministro Boris Johnson a prometer ações como melhoria da iluminação pública.

Após o assassinato que chocou o Reino Unido, Boris também prestou sua solidariedade aos familiares da vítima em seu Twitter. Na ocasião, ele afirmou estar "profundamente chocado e triste com os desdobramentos da investigação de Sarah Everard".

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos