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Caso Queiroz: Planalto quer Wassef longe, mas teme prisão de advogado, diz jornalista

Brazilian Frederick Wassef, lawyer of President Jair Bolsonaro, attends the inauguration ceremony of the Minister of Communications Fabio Farias, at Planalto Palace in Brasilia, Brazil, June 17, 2020. (Photo by Sergio LIMA / AFP) (Photo by SERGIO LIMA/AFP via Getty Images)

O Palácio do Planalto tentará a qualquer custo desvincular o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de seu advogado, Frederick Wassef, após a prisão do ex-policial militar Fabrício Queiroz, na última quinta-feira (18).

Suspeito de operar um esquema de “rachadinhas” no gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro, atualmente senador (Republicanos-RJ), Queiroz foi encontrado e preso em um imóvel de Wassef, em Atibaia (SP).

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Segundo a jornalista Andréia Sadi, do portal G1, integrantes do Planalto culpam o advogado pelo novo desgaste do presidente. Assessores afirmam que Wassef deve explicações e que a situação de Flávio Bolsonaro se agravou.

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A estratégia, informa a jornalista, é blindar Bolsonaro e tirar Wassef o quanto antes da defesa do núcleo familiar para afastar a ideia de que Queiroz foi escondido em Atibaia com a anuência da família.

Wassef, que explicitou sua relação com Bolsonaro, preocupa o Planalto pelo que pode revelar se for abandonado pela família do presidente ou preso por obstrução de Justiça.

Queiroz foi preso na quinta-feira (18) em Atibaia, no interior de São Paulo, em um imóvel de Wassef, responsável pelas defesas de Flávio e do presidente Bolsonaro. Wassef é figura constante no Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência, e em eventos no Palácio do Planalto. Tanto Wassef como a família Bolsonaro afirmavam que não tinham contato com Queiroz desde que o caso veio à tona, no final de 2018.

CASO QUEIROZ

Policial Militar aposentado, Queiroz movimentou R$ 1,2 milhão em sua conta de maneira considerada "atípica", de acordo com relatório do antigo Conselho de Atividades Financeiras (Coaf). Ele trabalhou para o filho do presidente Jair Bolsonaro antes de Flávio tomar posse como senador, durante o mandato de deputado estadual no Rio de Janeiro.

Além do volume movimentado, chamou a atenção a forma com que as operações se davam: depósitos e saques em dinheiro vivo em datas próximas do pagamento de servidores da Alerj

Figura polêmica, Queiroz foi assessor e motorista de Flavio Bolsonaro até o fim de 2018, quando acabou exonerado. A investigação do MP-RJ que apura as irregularidades de Queiroz na Alerj chegou a ser suspensa depois da decisão de Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), após pedido da defesa de Flavio Bolsonaro em 2019.

Embora estivesse empregado no gabinete de Flávio entre 2007 e 2018, a origem da relação de Queiroz com a família Bolsonaro é o presidente da República. Os dois se conhecem desde 1984 e pescavam juntos em Angra dos Reis.

O PM aposentado também depositou R$ 24 mil na conta da primeira-dama Michelle Bolsonaro em 2016. O presidente afirma se tratar de parte da quitação de um empréstimo de R$ 40 mil.

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