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Caso Henry: quem é a professora presa pela morte do próprio filho

Paolla Serra
·3 minuto de leitura

Filha mais velha de um casal de professora e funcionário civil da Aeronáutica, Monique Medeiros da Costa e Silva nasceu e cresceu no apartamento dos pais e na casa da avó materna, em Bangu, na Zona Oeste do Rio, região onde cursou colégios particulares durante a infância e a adolescência. Aprovada no vestibular de Letras (Português/Literatura) da UFRJ, passou a pegar carona com amigos diariamente até a Ilha do Fundão, trajeto que fez por dois anos e meio.

Nesse período, ao participar de um jantar em celebração ao aniversário de uma amiga, na Pizzaria Faenza, na Barra da Tijuca, conheceu o engenheiro Leniel Borel de Almeida. Os dois trocaram telefones, começaram a namorar e, logo depois, ela foi morar na cobertura dele, na Estrada do Pontal, no Recreio dos Bandeirantes. O rapaz passou então a pagar a mensalidade de uma faculdade particular em um shopping para a moça, onde ela terminou a graduação.

Em 2011, Monique foi aprovada em um concurso público da Secretaria municipal de Educação e passou a dar aulas para turmas de Ensino Infantil da Escola Ariena Vianna da Silva, em Senador Camará, onde, sete anos depois, ascendeu a diretora. Nessa ocasião, Henry, fruto da união com Leniel, tinha 2 anos. E o casamento, abalado pelo trabalha do engenheiro em uma multinacional, onde chegava a ficar três semanas embarcado, já dava sinais de desgaste.

Algum tempo depois, Leniel foi demitido, a situação financeira do casal apertou e Monique voltou para Bangu. No terreno de 360 metros quadrados da avó já falecida, herdado pela mãe, eles derrubaram uma árvore e construíram um espaço para viverem com Henry. O local, que tem um quintal grande com piscina e churrasqueira, era o preferido do menino. Além de jogar futebol, ele gostava de brincar com a cachorrinha da família, Olívia.

Com a recolocação profissional de Leniel, os três acabaram retornando ao Recreio, onde estavam no início da pandemia do coronavírus. O trabalho remoto permitiu a união da família, mas, segundo o engenheiro, o relacionamento não resistiu: “Acabou que passei a fazer 18, 20 reuniões por dia. Quase não nos falávamos e eu só conseguia brincar com o Henry à noite, já cansado. Isso acabou por nos afastar ainda mais. A partir daquele momento, nossa relação desandou de vez e ela pediu a separação logo depois”, contou, em entrevista ao GLOBO.

Em meados do ano passado, Monique pediu o divórcio e, mais uma vez, foi com Henry para Bangu. Em depoimento prestado na 16ª DP (Barra da Tijuca), ela contou ter conhecido o médico e vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho (Solidariedade) durante um almoço profissional no Village Mall, em agosto. Um mês depois, eles começaram a namorar e, em novembro, decidiriam morar com o menino num apartamento alugado no condomínio Majestic, no Cidade Jardim. Foi nessa época que a professora foi cedida ao Tribunal de Contas do Município e viu seu salário pular de R$ 4 mil para R$ 16.500.

Henry então foi matriculado na pré-escola do Colégio Marista São José, a quatro minutos do imóvel, passou a fazer outras atividades e, em fevereiro, a frequentar o consultório de uma psicóloga. Na delegacia, a profissional diz ter sido procurada por Monique diante da recusa do filho em ficar com ela na Barra. Ao pai, o menino chegou a reclamar de “abraços fortes” dados pelo padrasto.

No pimeiro fim de semana de março, Leniel buscou o filho, o levou na casa da avó materna e brincou com ele em um parque de diversões. Às 19h20 do dia 7, devolveu a criança a Monique. Ela disse ter dado um banho em Henry e o colocado para dormir. Menos de nove horas depois, teria encontrado o menino com mãos e pés gelados e olhos revirados caído no chão de seu quarto. As médicas do Hospital Barra D’Or garantem que ele, levado pela professora e seu namorado, já chegaram morto a unidade de saúde.