Mercado fechado
  • BOVESPA

    123.576,56
    +1.060,82 (+0,87%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    51.633,91
    +764,43 (+1,50%)
     
  • PETROLEO CRU

    70,32
    -0,24 (-0,34%)
     
  • OURO

    1.813,80
    -0,30 (-0,02%)
     
  • BTC-USD

    38.073,08
    -1.226,24 (-3,12%)
     
  • CMC Crypto 200

    929,94
    -13,51 (-1,43%)
     
  • S&P500

    4.423,15
    +35,99 (+0,82%)
     
  • DOW JONES

    35.116,40
    +278,24 (+0,80%)
     
  • FTSE

    7.105,72
    +24,00 (+0,34%)
     
  • HANG SENG

    26.194,82
    -40,98 (-0,16%)
     
  • NIKKEI

    27.542,99
    -98,84 (-0,36%)
     
  • NASDAQ

    15.033,50
    -12,75 (-0,08%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,1739
    +0,0084 (+0,14%)
     

Caso Danilo Avelar da luz à problemática do quão preconceituoso pode ser o mundo dos games

·2 minuto de leitura

A frase racista de Danilo Avelar, zagueiro do Corinthians que se referiu a outra pessoa durante uma partida de CS:GO como “filho de rapariga preta”, jogou luz sobre o contexto discriminatório que muitas vezes está presente no mundo dos esportes eletrônicos, tanto o competitivo, profissional, quanto o de lazer, do qual o jogador fazia parte.

Segundo a Pesquisa Game Brasil (PGB), um levantamento anual sobre o consumo de games no país, 50,3% dos jogadores brasileiros se declaram negros (36,7% pardos e 13,6% pretos). Mesmo assim, é comum ouvir relatos de usuários que sofreram racismo, como Fábio Rodrigues, de 23 anos, profissional na modalidade Pro Clubs e com passagens como jogador e técnico por clubes de expressão, como Fortaleza e Portuguesa.

— Eu estava ganhando uma partida, e o outro jogador, pra tirar minha paciência, ficou falando: seu preto, você não joga nada. Acho que a galera é muito racista por achar que não vai acontecer nada. Se escondem atrás da TV ou do celular. Também já ouvi e presenciei casos de homofobia e gordofobia — diz.

A pesquisa mostra ainda que as mulheres são maioria no mundo dos games, representando 51,5% dos jogadores. Mesmo assim, elas também estão entre os alvos. O preconceito contra as jogadoras é um problema que Caroline Santos tenta combater. Aos 26 anos, a estudante de direito comanda o desenvolvimento de projetos voltados para minorias no cenário dos jogos eletrônicos.

— A reação das organizações geralmente só acontece depois que a coisa ganha uma proporção grande dentro do cenário — lamentou: — O cenário precisa ser educado, ainda é imaturo.

Depois que o caso cresceu, Danilo Avelar foi banido do jogo CS:GO. Rodrigo “Rodz” Menezes, manager de League Of Leggends do Ceará, também reclama da falta de uma ação mais incisiva das organizações para coibir o racismo. Preto, afirma ter de conviver com insultos e olhares:

— Falta um olhar mais crítico sobre a questão. As pessoas sabem que é um tremendo absurdo isso.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos