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Caso Beto Freitas: inquérito entra em finalização e resultado deve ser divulgado nesta sexta, diz Polícia Civil

Rodrigo de Souza
·3 minuto de leitura
Reprodução

RIO - O inquérito que investiga a morte de Beto Freitas entrou em fase de finalização e sua conclusão deve ser divulgada até o fim da semana, de acordo com a Secretaria de Segurança Pública da Polícia Civil do Rio Grande do Sul. A partir desta terça-feira, a 2ª Delegacia de Homicídios e de Proteção a Pessoas, que apura o caso, não deve se pronunciar sobre o inquérito salvo em entrevista coletiva oficial, na data de sua divulgação.

No último sábado, a Justiça concedeu à delegada Roberta Bertoldo, responsável pelas investigações, mais 15 dias para apresentar o inquérito finalizado. Com isso, a Polícia Civil teria até o dia 12 de dezembro para documentar os resultados das investigações, que já contam com mais de 40 depoimentos. Apesar disso, em princípio, o inquérito concluído pode ser divulgado ainda nesta sexta-feira, conforme informou a assessoria da Secretaria de Segurança Pública ao GLOBO.

Homem negro, João Alberto Silveira Freitas, o Beto Freitas, foi espancado até a morte por seguranças do Carrefour de Porto Alegre no dia 19 de novembro, na véspera do Dia da Consciência Negra. A polícia investiga se o crime teve motivação racial.

Nesta segunda-feira, o jornal "Folha de S. Paulo" divulgou que clientes do supermercado disseram à Polícia Civil terem sido importunadas por Beto Freitos no local. As importunações ocorreram em datas anteriores ao dia do homicídio, disseram as testemunhas, que teriam procurado a Polícia Civil espontaneamente.Segundo a delegada Roberta Bertoldo, os relatos dão conta de que Beto Freitas costumava, por vezes, "causar algumas intercorrências no mercado, importunando algumas pessoas que lá estavam no sentido de fazer as suas compras ou adquirir algum produto".

Para averiguar os depoimentos, a delegada passou a analisar novas imagens de vídeo das câmeras de segurança do supermercado. E ressaltou que os relatos "não alteram absolutamente nada o fato de ter havido um homicídio".

Em depoimento, um dos dois seguranças presos pelo assassinato de Beto Freitas afirmou à Polícia Civil que não tinha intenção de matá-lo. Giovane Gaspar da Silva havia se negado a prestar depoimento após o crime, mas falou na última sexta-feira durante cerca de quatro horas para a polícia.

— Ele (Giovane) destacou que jamais agiria para produzir um resultado tão gravoso. E que agiu assim por conta da vítima estar bastante alterada — disse Bertoldo. — Mas assumiu que desferiu socos e chutes no sentido de conter a situação — disse a delegada Roberta Bertoldo.

O circuito de imagens, no entanto, mostra Giovane desferindo uma série de socos contra Freitas. O policial militar temporário prestou esclarecimentos na penitenciária onde cumpre prisão preventiva desde a semana passada, quando foi detido em flagrante após as agressões a João Alberto junto com o segurança Magno Braz Borges. A fiscal do supermercado Adriana Alves Dutra também foi presa na última terça-feira por filmar o espancamento sem tentar socorrer a vítima.

Censura na EBC

No último sábado, A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) impôs censura sobre o assassinato de Beto Freitas nas redes sociais da Agência Brasil, conforme divulgou o colunista Guilherme Amado, da ÉPOCA.

A ordem foi dada por escrito a funcionários da Agência Brasil em 20 de novembro, feriado da Consciência Negra, dia seguinte à morte de Beto Freitas.

A publicação de notícias nas redes sociais é uma maneira de ampliar a divulgação do conteúdo. Desde o assassinato de Beto Freitas, a Agência Brasil publicou diferentes textos sobre o tema, como uma matéria sobre a nota de repúdio da ministra Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos) e outra que informava um pedido de Michelle Bachelet, alta comissária da Organização das Nações Unidas (ONU), para uma investigação independente sobre o episódio. Nenhum desses conteúdos, porém, foi divulgado nas redes sociais da agência estatal.

Após o assassinato de Beto Freitas, o vice-presidente da República Hamilton Mourão disse que não existe racismo no Brasil. Um dia após os primeiros protestos em resposta ao crime ocorrido no Carrefour de Porto Alegre, o presidente Jair Bolsonaro, sem mencionar o episódio nominalmente, afirmou que "o lugar de quem prega discórdia é no lixo".

O GLOBO procurou a EBC, mas ainda não obteve resposta.