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Caso Alberto: homem preso após ser identificado por foto 3x4 tem pedido de soltura atendido

·2 min de leitura

“Foram 20 dias de luta até a justiça ser feita”. É assim que o vendedor Alberto Meyrelles Santa Anna, de 60 anos, define a liberdade do filho, o encarregado Alberto Meyrelles Santa Anna Júnior, de 39, que está preso desde o último dia 17 de novembro acusado de ter participado de um assalto no dia 13 de abril de 2019, em Bangu, na Zona Oeste do Rio. A prisão de Alberto ocorreu depois do reconhecimento de uma foto 3x4 por uma vítima. Ele diz que foi um erro na investigação e sua família tenta provar sua inocência. Neste domingo, a desembargadora Kátia Maria Amaral Jangutta, da 2ª Câmara Criminal do Rio, determinou a soltura de Santa Anna Júnior, após um pedido de habeas corpus. Desde o dia da prisão, o pai do encarregado peregrina na porta da Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, com faixas e cartazes destacando que o filho é inocente. Alberto deve ser solto ainda nesta segunda-feira.

— Foi uma tristeza saber que ele havia sido preso desse jeito. (No da prisão), a mãe e o irmão dele me disseram: “Deu ruim para o negão”. Corri para a delegacia para saber o que estava acontecendo. Ele ainda estava na 44ª DP (Inhaúma) e ele me disse que estava sendo preso injustamente e não tinha o que fazer. Não sei nem o que passa pela cabeça dele — lembra o pai do homem, que completa: — Alberto foi apontado como criminoso depois de um reconhecimento na delegacia feito a partir da foto 3x4 da sua carteira de habilitação, que tinha sido roubada no mesmo dia 13 de abril, em Realengo, também na Zona Oeste. O documento foi encontrado em um carro do mesmo modelo que os assaltantes usaram.

A habilitação de Alberto foi mostrada a uma vítima de outro assalto que aconteceu no mesmo dia, em Bangu, bairro vizinho de onde ele tinha sido roubado. A vítima o apontou como um dos bandidos que teriam realizado o roubo contra ela.

Com mais de 20 anos de carteira assinada no mesmo emprego, Alberto só descobriu que estava sendo acusado de um crime em janeiro desse ano, quando soube que havia um mandado de prisão contra ele.

Depois do reconhecimento da foto 3x4 na delegacia, o Ministério Público do estado pediu a prisão preventiva de Alberto e a Justiça do Rio aceitou a denúncia e decretou a sua prisão.

— Esses 20 dias foram desgastantes. Eu o vi três vezes e ele sempre confiou na Justiça, já que ele havia sido preso injustamente. Agora, ele ganha esse presente de aniversário que acontecerá no dia 16 de dezembro — disse o pai.

Na decisão de soltura, a desembargadora Kátia Jangutta destacou que “não há notícia que Alberto ofereça risco à instrução do processo e que o reconhecimento se deu por foto e que isso já não vem sendo reconhecido nos tribunais”. Alberto deverá ser solto ainda hoje.

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