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Supermercado de SP obriga casal negro a esvaziar bolsa e encontra Bíblia

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Casal é obrigado a esvaziar bolsa em caixa de supermercado em SP - Foto: Reprodução/TV Globo
Casal é obrigado a esvaziar bolsa em caixa de supermercado em SP - Foto: Reprodução/TV Globo

Uma loja da rede de supermercados Extra obrigou um casal negro a esvaziar a bolsa para ser revistada antes de passar no caixa. Ao retirar os objetos da bolsa, foi encontrada uma Bíblia. O caso aconteceu no Campo Belo, na Zona Sul de São Paulo. As informações são da TV Globo.

O caso foi levado a Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), que agora deve investigar o caso.

"A moça me deu o valor, peguei meu cartão pra pagar e ela disse: 'preciso ver tua bolsa'. Eu falei: 'sério?'", contou Edgar Oliveira de Carvalho à emissora.

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Diante do imposição da caixa, Letícia Reis Oliveira de Carvalho afirmou que só cumpriria o que estava sendo pedido na presença da polícia.

"Eu perguntei pra ela: 'você tem alguma dúvida se coloquei algo dentro?'. Fiquei sem ação. Me faltou o chão", contou Letícia.

Após a chegada da polícia, o próprio Edgar tirou os objetivos da bolsa em cima do carrinho de compras. Dentro, havia uma carteira, remédios e uma bíblia.

O casal gravou o momento e no vídeo é possível ver o policial tentando por panos quentes dizendo que a situação não era “fora do normal".

A resposta teve pronta reação do casal que obrigado a expor seus pertencentes. "Eu perguntei para o gerente com quantas pessoas eles fizeram aquilo naquele dia", disse Letícia.

De acordo com a emissora, o casal foi direto do supermercado para a delegacia da região para registrar um boletim de ocorrências. Dias depois procuraram a Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), que investiga o caso.

Em nota divulgada pelo G1, a rede Extra de supermercados afirma que “condena condutas discriminatórias” e que, assim que tomou conhecimento do episódio, acionou a loja dando início a um “processo interno de investigação".

O Extra afirmou ainda que oferece treinamentos e formações para todos os funcionários e prestadores de serviço, onde estaria incluído “combate ao preconceito".