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Casa própria, pagar dívida e poupar são prioridades em SP e no Rio, diz Datafolha

EDUARDO CUCOLO
·2 minuto de leitura

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Comprar a casa própria, pagar dívidas e poupar dinheiro. Essas são as três prioridades para moradores de São Paulo (SP) e Rio de Janeiro (RJ), caso eles tenham um aumento de renda, segundo pesquisa Datafolha realizada no início desta semana. Questionados sobre a primeira atitude, caso tivessem aumento na sua renda, os paulistanos consultados apontaram: compraria uma casa própria (21%), pagaria as dívidas (17%), pouparia o dinheiro (12%), investiria nos estudos (10%), contrataria um plano de saúde (8%), abriria o próprio negócio (7%), reformaria a casa (6%), ajudaria amigos e familiares (5%), faria uma viagem (4%), ajudaria pessoas que precisam (4%), colocaria o filho em escola particular ou mais cara (3%) ou compraria um carro (2%). Quando os mesmos quesitos são colocados como múltipla escolha (é possível marcar mais de uma opção), 33% citam os três primeiros itens. No município do Rio de Janeiro, as prioridades são as mesmas, mas os percentuais são menores: 18% comprariam uma casa própria, 16% pagariam as dívidas e 11% poupariam o dinheiro. A pesquisa realizada no Recife (PE) mostrou percentuais mais altos de pessoas que abririam o próprio negócio e reformaria a casa. As prioridades apontadas foram: compraria uma casa própria (18%), pagaria dívidas (15%), abriria o próprio negócio, (11%), pouparia (10%) e reformaria a casa (9%). Também foi perguntado aos moradores do Rio se alguém em sua casa teve redução de renda nos últimos meses. Responderam sim 64% dos entrevistados. Questionados sobre quais os principais impactos dessa redução na sua vida, 29% reduziram a compra de alimentos, 19% diminuíram o consumo de água, luz e gás, o mesmo percentual buscou uma outra fonte de renda, 14% cortaram gastos com produtos de beleza, 11% procuraram pacotes de internet mais baratos e 10% deixaram de pagar plano de saúde. No Rio, 35% dos entrevistados receberam alguma parcela do auxílio emergencial do governo federal. Segundo o levantamento, o auxílio teve como principal uso a compra de alimentos (43%), o pagamento de contas (32%) e de outras despesas da casa (13%). Outras opções foram citadas por 2% ou menos dos entrevistados. No Recife, 57% tiveram redução de renda, sendo a principal reação reduziu a compra de alimentos (24%), diminuir o consumo de água, luz e gás (22%) e buscar uma outra fonte de renda (15%). Receberam o auxílio emergencial 40% dos entrevistados. O dinheiro foi usado para compra de alimentos (44%), pagamento de contas (23%) e outras despesas da casa (12%). Em percentual menor, se destacam: pagamento de dívida (4%), complementar a renda familiar (3%) e reformar a casa (3%). O levantamento foi realizado nos dias 9 e 10 de novembro. A margem de erro máxima da pesquisa é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. Em São Paulo, foram entrevistados 1.512 eleitores. No Rio, 1.148. No Recife, 1.036.